
A poucos dias do início da Copa do Mundo, uma decisão envolvendo a seleção do Irã gerou preocupação entre torcedores e dirigentes do país. A Federação de Futebol do Irã informou nesta terça-feira (9) que a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos foi retirada pelos Estados Unidos, um dos países-sede da competição.
Em comunicado oficial, a entidade afirmou que muitos fãs já haviam organizado viagens e realizado preparativos para acompanhar a equipe durante o torneio, seguindo orientações divulgadas anteriormente pela federação.
Segundo a FFIRI, a cota reservada aos torcedores iranianos representava 8% dos ingressos disponíveis para as partidas da seleção. Com a retirada desse percentual, a entidade informou que não poderá realizar a distribuição das entradas aos seus apoiadores.
Até o momento, nem a FIFA nem as autoridades norte-americanas se manifestaram oficialmente sobre o caso.
Tensão política afeta logística da seleção
A situação ocorre em meio às tensões diplomáticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Apesar das restrições impostas aos torcedores, os jogadores iranianos receberam autorização para entrar em território americano para disputar as partidas da Copa do Mundo. No entanto, os vistos concedidos possuem limitações.
A delegação iraniana desembarcou no último domingo em Tijuana, no México, onde permanecerá concentrada durante a fase inicial da competição.
Inicialmente, a seleção planejava estabelecer sua base em Tucson, já que os três primeiros jogos seriam realizados em solo norte-americano. Contudo, as circunstâncias geopolíticas alteraram os planos da equipe.
De acordo com informações repassadas pelo embaixador iraniano no México, os vistos concedidos aos 26 atletas autorizam apenas entradas temporárias nos Estados Unidos para treinamentos e partidas oficiais.
Com isso, a delegação precisará retornar a Tijuana após cada compromisso disputado em território americano, permanecendo concentrada no México durante toda a primeira fase da Copa do Mundo.




