Anvisa cancela mais de 1,2 mil pomadas para cabelo; veja lista dos produtos autorizados

Foto: reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou mais de 1,2 mil pomadas para modelar ou fixar cabelos. A medida faz parte de uma série de ações adotadas pela Agência desde o início do ano após a denúncia de casos de cegueira e irritação nos olhos com o uso do produto.

Com as festas de fim de ano, voltou a aumentar o número de casos de queimadura nos olhos por uso de pomadas. Na quinta-feira (27), ao menos 100 pessoas foram socorridas a hospitais do Rio de Janeiro com queimadura nos olhos causadas por pomadas. A secretaria de Saúde informou que notificou o órgão regulador sobre os casos.

Segundo a Anvisa, a medida faz parte de uma série de ações após os casos de queimadura e cegueira temporária no início do ano.

Em fevereiro, mais de 250 pessoas foram atendidas com problemas de visão em Pernambuco por causa do uso dos produtos.

Em março, no Rio de Janeiro uma mulher ficou dias sem enxergar após ter usado uma pomada modeladora para trançar os cabelos no Rio de Janeiro.

À época, a Anvisa chegou a suspender a venda de todas as pomadas para trançar, modelar ou fixar cabelos. Após isso, foi publicada uma resolução com regras para a permissão de venda dos produtos. (Veja abaixo a lista de pomadas permitidas pela Anvisa)

A medida publicada nesta sexta tem efeito imediato e, com isso, as 1.266 pomadas estão com a venda proibida. Segundo a agência, foram cancelados produtos que:

Têm a forma física declarada de pomada;

Incluíam o termo pomada na embalagem em qualquer idioma;

Tinham na fórmula 20% ou mais de álcoois etoxilados;

Tinham sido notificados durante suspensões anteriores;

E que tinham sido registradas por empresas que tiverem pelo menos um produto associado a evento adverso grave.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, as fórmulas dos produtos têm dois compostos químicos que são conservantes tóxicos à pele e mucosas: o metilcloroisotiazolinona (MCI) e o metilsotiazolinona (MI).

As substâncias podem causar alergias e queimaduras nos olhos e na pele, além de toxicidade pulmonar e neurotoxicidade. Nos olhos, podem provocar inflamações das pálpebras, conjuntivites, úlceras de córnea e até o comprometimento grave da visão.

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