Estudantes relatam tranquilidade no 2º dia de Enem

 

Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO

A estudante Anne Caroline Souza, 20 anos, não sabia que é da Bahia a pior média de todo o país quando o assunto é número de salas de cinema e exibições disponíveis. A informação, que toca na democratização do acesso ao cinema no Brasil, tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), só chegou na jovem quando já havia finalizado a dissertação, no último domingo (3) – primeiro dia da prova.

Só para iniciar o texto, conta que levou quase trinta minutos. “Realmente não sabia por onde ir. Pensei em assuntos como feminicídio, algo ligado à educação ou homofobia, nunca considerei o cinema”, revelou ao CORREIO, neste domingo (10), pouco antes da abertura dos portões do Colégio Central, em Nazaré, onde realiza a 2ª etapa do exame. Passada a redação, Anne afirma, contudo, que “é só tranquilidade” para as provas de ciências da natureza e matemática.

“Essa é a minha terceira vez e se comparado ao ano passado, senti um peso maior dos textos”, conta a estudante.

Por unanimidade, os estudantes ouvidos pelo CORREIO neste segundo domingo de Enem comentaram que o tema do texto dissertativo-argumentativo foi recebido com surpresa. A maior dificuldade, contudo, atribuem às questões objetivas.

Assim como Anne, o porto-alegrense Luan da Silva, 19, esperava escrever sobre outro assunto, mas foi nas questões de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, referentes a assuntos de Português, Geografia e História. Candidato a uma vaga no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luan, que está há dois meses em Salvador, defende que os textos continuam “muito grandes”.

Ele nunca havia feito a prova, mas usava modelo de edições passadas a título de consulta. “Não estudava as provas, mas os temas de redações, por exemplo, a gente sempre olha. Muita coisa aleatória, mas é o último dia e agora eu já estou bem tranquilo”, garante ele, que deve retornar à cidade natal no início do ano.

‘Mais fácil’
Mas tem quem tenha visto na democratização do acesso ao cinema, ou mesmo nas proposições objetivas do exame, que acontece em quatro fusos horários diferentes, um conteúdo “mais leve”.  Principal meio de entrada nas universidades públicas e privadas de todo o Brasil, o exame tem a programação norteada pelo horário oficial de Brasília.

Ao meio-dia, pontualmente, Sandja de Novaes, 27 anos, caminhava rumo à porta de acesso do Central. Aqui, a prova teve início às 13h30. Os candidatos têm, ao todo, cinco horas para responder às 90 questões.

Estudante do 5º período de Fisioterapia, a candidata precisou trancar o curso após um problema no aditamento do Financiamento Estudantil (Fies), no segundo semestre de 2017. De lá para cá, afirma, se dedica para melhorar o desempenho no Enem.

“É a terceira vez que eu faço a prova. Achei mais fácil, com questões que soaram mais leve, assim para mim”. Sandja também não esperava o tema da redação, mas tentou desenvolver o assunto na hora. “Jurava que seria sobre educação”, comenta, ao lamentar, porém, “questões muito extensas”. Por ora, Sandja comemora o bom desempenho na prova de língua estrangeira. “Sempre escolho espanhol. E também achei mais tranquilo esse ano”, reafirma.

E o estudante de História Andrey Patrick Campos, 20, compartilha da mesma opinião. Patrick acredita, no entanto, que não fez a prova com “mais facilidade” necessariamente porque o grau de dificuldade diminuiu. “É que eu já fiz outras vezes, e a gente acaba ampliando conhecimento e se familiarizando com a metodologia”.

Embora já tenha feito a prova outras duas vezes, Andrey não fez motivado a ingressar em outro curso. “Eu fiz por fazer. No final das contas, acaba servindo para testar o que tenho aprendido com a minha graduação. Por enquanto, não tenho interesse em mudar”, acrescenta o jovem, ao apostar que terá um bom desempenho do Enem 2019

Fonte Correio

 




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