Acusado de estupro em Guaibim se apresenta à polícia e diz ter ‘fascínio por pedofilia’

Acusado de estuprar uma criança de dez anos, o proprietário de uma barraca de praia em Guaibim, em Valença se apresentou à polícia nesta quarta-feira (11). O homem foi ao local junto com um advogado. Em depoimento o homem relatou à polícia ser “doente” e que precisa de auxílio para tratar o seu “fascínio” por pedofilia.

Conforme o delegado José Raimundo Neri Pinto, ele foi ouvido e depois liberado, por não ter havido flagrante.

“Ele confessou que precisava de ajuda e admitiu ser fascinado por abusar de menores. Disse que decidiu ir à delegacia por estar preocupado com sua integridade física. Se ele não tivesse fugido, de fato, certamente teria sido linchado e provavelmente estaria morto”, declarou Neri. O acusado será indiciado por estupro de vulnerável, crime que pode resultar em pena de oito a 15 anos de prisão. O inquérito aberto para investigar o caso deverá ficar pronto em cerca de 15 dias, informou Neri.

O abuso sexual ocorreu no último domingo (8), onde o agressor tem uma barraca e a vítima trabalha vendendo acarajé. O ato de violência sexual teria sido praticado dentro do estabelecimento do acusado.

Segundo o pai da criança, o filho contou que foi obrigado pelo homem a fazer sexo oral. Após o abuso, o agressor fugiu e passou a ser procurado pela polícia. Naquele mesmo dia, moradores da região estiveram no local e atearam fogo na barraca do acusado. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas o estabelecimento já havia sido destruído pelo fogo. Os autores do ataque ainda não foram identificados.