Mãe e filha são mantidas em cárcere privado por mais de 5 meses no sul da Bahia

Uma mulher de de 22 anos, e a filha dela, de 7 anos, foram mantidas em cárcere privado durante cinco meses em Caravelas, cidade do extremo sul da Bahia, por um adolescente de 17 anos, companheiro da jovem. O caso só foi descoberto no início deste mês. A jovem está internada por causa dos ferimentos pelo corpo, após ser agredida pelo suspeito.

Segundo a família, além do cárcere, A vítima, Joanina Barbosa, era agredida por diversos objetos como cabo de vassoura, fio e até uma barra de ferro. Ainda segundo familiares, o motivo das agressões teria sido ciúmes.

“Proibia de ir na casa de meu irmão. Tinha medo de ele fazer alguma coisa com minha cunhada e meu irmão. Aí não deixava a menina sair mais. Ela se tornou prisioneira. Ela e a filha estavam sendo mantidas em cárcere privado”, contou Ivoneide Santos Barbosa, mãe da jovem.

A família contou ainda que a filha de Joanina, de apenas sete anos, também era espancada. Não há informações sobre o estado de saúde dela.

O caso só foi descoberto no início deste mês, depois que Joanina conseguiu pular da garupa da bicicleta que era conduzida pelo adolescente. Apesar de sair do veículo, a mãe da jovem conta que o adolescente conseguiu dar vários golpes em Joanina com um facão.

“Ela caiu e ele ficou batendo nela com a ponta do facão. Foi muita gente que socorreu ela. As pessoas que me conhecem, entendeu? Aí foi a hora que a ambulância chegou. Chamaram a polícia, o Samu”, relatou.

A jovem chegou a ser levada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teixeira de Feitas. No entanto, dias depois, precisou ser transferida para o hospital da cidade por causa da gravidade dos ferimentos.

“Hoje, ela está mais estável. Eu, como irmã, achava que ela nem iria sobreviver”, contou Luana Barbosa, irmã de Joanina.

A mãe conta que está revoltada com a situação e que não deseja que nenhuma família sinta o que ela está sentido.

“Estou muito revoltada. Bateram em minha neta. Minha neta apanhou. Nem consigo dormir direito. Às vezes fico na cabeça de que eu poderia receber minha filha no caixão ou no IML. O que eu estou passando. Te juro no meu coração que não gostaria que mãe nenhuma, família nenhuma, tivesse passando. Está muito difícil”, contou.

Ela disse ainda que a filha continua no hospital e que entrega o caso para a Justiça.

Fonte: G1




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