Bolsonaro diz que churrasco era ‘fake’ e chama jornalistas de idiotas

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, por meio de uma rede social, que as notícias de que ele faria um churrasco neste sábado (9) no Palácio da Alvorada são “fake” e chamou de “idiotas” jornalistas que o criticaram por organizar a festa em meio ao aumento de mortes pelo coronavírus no Brasil – na sexta, o país ultrapassou a marca de dez mil mortes pela doença.

Na quinta-feira (7), Bolsonaro afirmou a jornalistas, em frente ao Alvorada, que faria um churrasco neste sábado que contaria com “uns 30” convidados, entre eles o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário. De acordo com o presidente, uma “vaquinha” estava sendo feita para pagar pelos custos da festa.

Bolsonaro passou a sofrer críticas por anunciar um churrasco, com aglomeração de pessoas, o que contraria a orientação de autoridades da área de saúde, que defendem o isolamento social como medida para conter o avanço da doença no país.

O anúncio de Bolsonaro também ocorre num momento em que aumentam as mortes por covid-19 no Brasil. Na sexta, o país ultrapassou a marca de dez mil mortes pela doença.

Na sexta (8), diante de apoiadores que estavam em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente ironizou as notícias de que ele faria o churrasco. Apoiadores perguntaram a Bolsonaro se não seriam convidados para a festa, e o presidente respondeu que só convidaria a imprensa, cerca de 180 convidados.

Já no final da manhã deste sábado, por meio de uma rede social, o presidente afirmou que jornalistas “idiotas” estavam criticando “churrasco fake”, ou seja, falso. Ele também criticou o Movimento Brasil Livre (MBL), que entrou na Justiça para impedir que Bolsonaro fizesse o churrasco.

“Alguns jornalistas idiotas criticaram o churrasco FAKE, mas o MBL se superou, entrou com AÇÃO NA JUSTIÇA”, diz a mensagem do presidente publicada em rede social.

Na ação em que questiona o churrasco de Bolsonaro, o advogado do MBL, Tiago Pavinatto, afirma que, “mesmo sem afrontar a lei”, o presidente “excede manifestamente os limites impostos pela boa fé, pelos bons costumes e as finalidades sociais e econômicas que podem existir neste ato”.

Bolsonaro vem recebendo críticas por desrespeitar as orientações de isolamento social, defendidas por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o próprio Ministério da Saúde como medida para evitar a disseminação do coronavírus.

Durante a pandemia, ele já fez passeios por cidades satélites de Brasília e também participou de atos em defesa do governo e de medidas antidemocráticas. Nessas oportunidades, causou aglomeração de pessoas e também cumprimentou apoiadores.

Fonte: G1