‘Gostaria que todos voltassem a trabalhar’, diz Bolsonaro sobre 1º de Maio

Em meio à pandemia da covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 6ª feira (01.mai.2020) –Dia do Trabalho– que gostaria que “todos voltassem a trabalhar”. Bolsonaro, no entanto, disse que quem decide sobre a volta ao trabalho não é ele, mas sim “os governadores e prefeitos”.

“O Brasil é um país maravilhoso. Eu tenho certeza, que (com) Deus acima de tudo, brevemente voltaremos na normalidade”, afirmou na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Em seguida, Bolsonaro retornou ao Alvorada acompanhado da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e de 1 grupo de agricultores familiares. A reunião durou cerca de 1 hora. O presidente chamou o grupo para entrar em sua residência por volta das 9h.

De acordo com Kicis, “foi a 1ª vez que 1 presidente da República recebeu no Palácio essas pessoas tão simples”. Ela conversou com jornalistas, que aguardaram na área destinada à imprensa.

O maior motivo dos agradecimentos, segundo a congressista, foi a abertura de crédito extraordinário de R$ 500 milhões para o agronegócio via Medida Provisória na última segunda-feira (27) para cumprimento do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar) emergencial.

“Aquelas pessoas mais humildes, que trabalham na terra para fazer a comida chegar na nossa mesa, vieram agradecer. Está uma tristeza, por exemplo, o pessoal de flores, flores para eventos… Então o pessoal está perdendo tudo. Foi muito emocionante esse encontro, justo no Dia do Trabalho”, disse.

De acordo com Kicis, Bolsonaro “ouviu muito os agradecimento” e disse que “realmente a grande preocupação dele é que –a OIT (Organização Internacional do Trabalho) já está dizendo– vai haver 80% de queda da receita daquelas pessoas mais pobres, com menor proteção.”

Em seguida, já numa outra agenda, Bolsonaro recebeu o ministro Nelson Teich (Saúde) no Alvorada. Ele não falou com a imprensa.

Fonte: Brasil 360