Ford Ranger Black é a picape diesel com um preço imperdível; faça test-drive na Veíba em SAJ

Foto: Reprodução

Há roncos de motores que levam um entusiasta ao delírio. Pode ser o som metálico de um quatro cilindros, a afinação perfeita de um V6 ou até o jeito gorgolejante de um oito cilindros. Se você quer ter esta sensação, você precisa conhecer a Ford Ranger na Veíba, em Santo Antônio de Jesus. Preços e condições de pagamento imperdíveis. Faça agora mesmo seu teste drive! Mais informações pelo (75) 3631-8900/9 8819-8415.

De olho no público que deseja um veículo médio com esse tipo de motor, mas só tem dinheiro para um modelo flex, a Ford lançou a Ranger Black. A picape custa R$ 179.900, preço próximo ao da Chevrolet S10 2.5 LTZ 4X4 (R$ 188.430) e ao da Toyota Hilux 2.7 flex SRV 4X2 (R$ 176.790) – a 4X4 custa R$ 190.490.

Dá vontade de deixar o resto de lado e começar logo a falar do motor, contudo vou me segurar um pouco e manter o mistério. Afinal, é difícil não começar pelo estilo. O nome diz tudo. A picape aposta em detalhes pretos na grade, nos faróis e lanternas.

É um pacote tímido em relação ao da Ranger Black do Salão do Automóvel de 2018. Ela tinha grade com entradas de ar laterais, novos logotipos, estribo estilizado e lanternas tipo cristal. O único ponto que é mais ousado na versão de produção é o santantônio integrado à carroceria. Esse é um toque vindo da Limited, modelo que também empresta as rodas aro 18 — apenas a pintura delas é diferente. Usar peças de prateleira para criar uma nova opção é um truque antigo e relativamente barato. Teria sido legal usar os faróis com luzes de rodagem diurna da versão mais cara.

Embora o estilo seja um chamariz interessante, é debaixo do capô que as coisas de fato mudam. O 2.2 diesel tem quatro cilindros, 160 cv e 39,2 kgfm de torque, contra 200 cv e 47,9 kgfm do 3.2 de cinco cilindros. Até uma geração atrás, seria o patamar de rendimento de uma picape média diesel topo de linha. As rivais têm motores flex que podem até ser mais potentes, mas exigem rotações elevadas e muito acelerador. E bebem mais do que náufrago com sede.

A capota com acionamento elétrico pode ser trancada, mas custa R$ 7.902 — Foto: Divulgação
A capota com acionamento elétrico pode ser trancada, mas custa R$ 7.902 — Foto: Divulgação

Esperto o suficiente, o 2.2 não é exatamente aquele motor que faz o jornalista deixar cair a ficha de testes do carro quando a vê pela primeira vez. O negócio é ter força a toda hora. O zero a 100 km/h leva 12,6 segundos. Analisado separadamente, parece um número ruim, mas representa apenas 1 s a mais que o tempo do 3.2, que não é referência na classe.

O câmbio automático de seis marchas tem trocas sequenciais e administra bem esses números. As retomadas são ligeiras e nem é necessário acionar o modo Sport. Somente as frenagens longas entregam o lado caminhãozinho da Ranger. O peso atrapalha.

Um motor menor tem suas vantagens. A Black fez 10,8 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada, média de 11,9 km/l, ante 9,3 km/l da versão 3.2. Dá para rodar até 1.048 km na estrada, o suficiente para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro e voltar com um tanque.

O problema é a falta de tração integral. O despejo de força até é gradual, mas são inevitáveis algumas escapadas em piso de terra e cascalho. Prepare-se para pequenas correções e para a entrada mais frequente do controle de tração. É necessário lembrar que a S10 e Hilux têm opção 4X4 flex, algo que pode ser indispensável para alguns picapeiros.

O acabamento é todo escuro e a central multimídia é prática, mas deve mais cores — Foto: Divulgação
O acabamento é todo escuro e a central multimídia é prática, mas deve mais cores — Foto: Divulgação

Aproveitando que falei de piso, a Ranger Black é saltitante. A suspensão tem que se equilibrar entre levar 1 tonelada e tratar bem a carga humana. O eixo traseiro rígido repercute muito as imperfeições.

Vendida como acessório de R$ 7.902, a cobertura da caçamba é acionada eletricamente por um chaveiro. Não é uma solução elegante, mas tem fechadura e cria um “porta-malas” de 1.180 litros. Pena que é de série apenas nas cem primeiras unidades.

Quanto aos itens, ela não tem a segurança ativa da Ranger Limited, a exemplo do controle de cruzeiro adaptativo, mas traz ar duas zonas, couro, central de 8 polegadas, painel com dois instrumentos digitais e sete airbags. Fazem falta o ajuste de profundidade do volante e vidros um-toque para todos. Outro ponto negativo é o encosto traseiro, quase vertical. Porém, o argumento do diesel ronca forte.

Ford Ranger Black

Teste
Aceleração
0 – 100 km/h: 12,6 s
0 – 400 m: 18,5 s
0 – 1.000 m: 34,3 s
Veloc. a 1.000 m: 151 km/h
Vel. real a 100 km/h: 96 km/h
Retomada
40 – 80 km/h (Drive): 5,4 s
60 – 100 km/h (D): 7 s
80 – 120 km/h (D): 9,4 s
Frenagem
100 – 0 km/h: 45,3 m
80 – 0 km/h: 30,7 m
60 – 0 km/h: 19 m
Consumo
Urbano: 10,8 km/l
Rodoviário: 13,1 km/l
Média: 11,9 km/l
Aut. em estrada: 1.048 km

Ford Ranger Black

Ficha Técnica
Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cil. em linha, 2.2, turbo, injeção direta, diesel
Potência: 160 cv a 3.200 rpm
Torque: 39,2 kgfm entre 1.600 e 2.500 rpm
Câmbio: Automático de seis marchas, tração traseira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente, braços sobrepostos (diant.) e eixo rígido (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus: 265/60 R18
Dimensões
Comprimento: 5,35 metros
Largura: 1,97 m
Altura: 1,84 m
Entre-eixos: 3,22 m
Tanque: 80 litros
Caçamba: 1.180 litros (fabricante)
Peso: 2.032 kg
Central multimídia: 8 pol., sensível ao toque, compatível com Apple CarPlay e Android Auto
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