No último domingo (01), um caso de afogamento na ilha de Vera Cruz, mais precisamente na praia de Barra Grande, em que duas vÃtimas da cidade de Varzedo faleceram, sendo que o corpo de uma das vÃtimas, o Dênis permanece desaparecido, comoveu toda a região. O vice-presidente da Associação Baiana de Salvamento Aquático (ABASA), Pedro Barreto, falou sobre a falta de salva-vidas na ilha de Itaparica e Vera Cruz. Ele afirmou que o salvamento aquático é delegado ao estado, porém alguns municÃpios fazem parceria para a contratação de salva-vidas nas suas orlas e isso não ocorre na ilha de Itaparica e de Vera Cruz, por isso é importante que a prefeitura abra um diálogo com o estado para que haja a locação dos salva-vidas nestes locais onde há muitos banhistas e por isso, muita frequência de acidentes.Segundo Pedro Barreto, há um critério internacional que pede um par de guarda-vidas para cada 500 metros de praia onde há uma frequência de banho, mas na prática isso não acontece, nem em locais maiores como em Salvador, que também passa por problemas em relação ao número de guarda-vidas na praia. Ele comentou que onde há frequência de banho, há a necessidade da presença do Salva Mar, não só no resgate de afogados, mas também na prevenção de acidentes, através de campanhas.O vice-presidente afirmou que a ABASA passa por momentos difÃceis, por conta da ausência de investimentos no ramo, por conta disso os guarda-vidas não tem como suprir a demanda dos municÃpios, ressaltando até que a associação está buscando profissionais que se interessem em trabalhar na área, para aumentar o número de guarda-vidas.As prefeituras, segundo Pedro Barreto, devem abrir contratação de profissional especializado ou concurso público, para que possam contratar estes profissionais, que precisam passar por um curso de formação que a própria associação ministra, inclusive uma nova turma foi formada há pouco tempo para a cidade de Lauro de Freitas, que abriu vagas para a área. Para ele, as prefeituras de Itaparica e Vera Cruz devem fazer o mesmo, ainda que contrate o serviço terceirizado, para que ofereça mais segurança aos banhistas.Quanto ao fato de a polÃcia depender dos pescadores para resgatar o corpo desaparecido, Pedro Barreto afirmou que eles são grandes parceiros nos salvamentos, pois já tem muita experiência de mar, inclusive acontecem até cursos para que os pescadores tenham noções de salvamento, mas o ideal é que haja um órgão de salvamento especializado, para efetuar as buscas, pois ficar dependendo de pescadores é a situação que a vida humana merece, “a vida humana merece mais respeito”, afirmou ele, lembrando que é necessário a polÃcia comprar o equipamento necessário, assim como mão de obra especializada para momentos como este, pois esperar por outros é negligenciar a vida humana.




