O presidente Lula afirmou nesta semana que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é livre para apoiar qualquer candidato nas eleições brasileiras de 2026, mas destacou que, no país, “quem for eleito toma posse”. A declaração veio em meio a críticas de Lula sobre recentes afirmações de Trump a respeito do Brasil e sobre sua aproximação com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula afirmou que Trump tem recebido “informações deformadas e erradas” sobre o país, influenciado por assessores ligados ao bolsonarismo. Ele também rebateu a narrativa do norte-americano sobre as relações comerciais, explicando que 73% das exportações dos Estados Unidos para o Brasil têm tarifa zero, e que a média de impostos cobrados é de apenas 2,7%.
Comparação com Bolsonaro
Durante a entrevista, Lula foi questionado sobre a possibilidade de Trump tentar influenciar a disputa presidencial brasileira. Ele disse acreditar que existe essa intenção, mas minimizou o impacto:
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“Ele pode vir fazer campanha para quem quiser, mas quem for eleito toma posse. Eu perdi três eleições e voltei para casa para me preparar para a próxima. Sei perder.”
O presidente comparou o comportamento de Trump ao de Bolsonaro após a derrota eleitoral, afirmando que ambos não aceitaram o resultado das urnas. Lula acusou o ex-mandatário brasileiro de preparar uma tentativa de golpe e ressaltou que, se Trump tivesse repetido no Brasil as ações que resultaram na invasão ao Capitólio, “seria julgado e preso”.
Lula afirmou ainda que pretende enviar informações a Trump sobre os acontecimentos de janeiro de 2023 no Brasil, reforçando que a democracia brasileira garante a posse a quem vence nas urnas, independentemente de pressões externas.




