Sessão da CPMI do INSS termina em confusão: Coronel Fernanda e Leila Barros trocam ofensas e quase se agridem

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, em sessão realizada no dia 1º de setembro, pedidos de prisão preventiva contra 21 suspeitos de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Entre os investigados está o homem apelidado de “Careca do INSS”, apontado como líder da fraude.

As apurações fazem parte da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2025, que revelou a prática de associações aplicando descontos automáticos nos benefícios de aposentados sem o devido consentimento. O prejuízo, segundo a investigação, alcança cifras bilionárias.

A votação dos pedidos de prisão foi marcada por um episódio de forte tensão política. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) comemorou a decisão, o que irritou a senadora Leila Barros (PDT-DF), integrante da base governista. As duas trocaram ofensas, chegaram a se encarar de forma ríspida e quase partiram para agressões físicas, sendo contidas por colegas.

Coronel Fernanda afirmou que Leila teria avançado contra ela após a aprovação das medidas, enquanto a senadora rebateu, acusando a deputada de agir com provocações dentro da comissão.

Desde sua instalação, a CPMI já ouviu ex-ministros da Previdência e delegados da Polícia Federal, além de analisar 38 reportagens jornalísticas que ajudaram a mapear o funcionamento da fraude. Entre as propostas em discussão está a proibição de descontos associativos diretamente na folha de pagamento do INSS, medida que, segundo parlamentares, poderia coibir novos golpes contra aposentados.

O relatório final deve ser apresentado nas próximas semanas, mas o caso já expõe um dos maiores esquemas de fraudes contra beneficiários da Previdência Social nos últimos anos.