
As mudanças climáticas e os desafios ambientais enfrentados atualmente foram temas centrais de um simpósio realizado na manhã desta terça-feira no Colégio Santo Antônio, em Santo Antônio de Jesus. O evento integrou a programação da Semana do Meio Ambiente e contou com a participação da professora de Climatologia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus V, Aline Diniz.
Durante entrevista, a professora destacou a importância de aproximar a universidade das escolas para ampliar o debate sobre questões ambientais e conscientizar os estudantes sobre os impactos das ações humanas no clima.
“É um tema de grande importância trazida aqui hoje, essa discussão sobre as causas das mudanças climáticas, os diferentes conceitos que utilizamos, as teorias, que utilizamos nesses estudos, a importância da climatologia, a importância dos estudos da geografia física, e as relações da ciência geográfica com a população”, afirmou.
Aline Diniz ressaltou que o aumento das temperaturas globais está diretamente relacionado a fatores como desmatamento e emissão de gases poluentes, reforçando a necessidade de ações individuais e coletivas voltadas à sustentabilidade.
“Essas mudanças climáticas se referem às temperaturas, esse aquecimento da temperatura global por conta desse desmatamento que é tão intenso. Nós temos também a interferência humana com relação à emissão de gases poluentes”, explicou.
Questionada sobre a preservação da Floresta Amazônica, a professora defendeu a manutenção do bioma e criticou correntes que minimizam os impactos ambientais provocados pelo desmatamento.
“Nossa opinião é que precisamos manter a Amazônia, nós temos que defendê-la. A gente não acredita no negacionismo. Nós acreditamos nessa floresta tão importante para o Brasil que ela se mantenha e que possamos ter essa relação cada vez mais com a sustentabilidade”, declarou.
Ao abordar a realidade climática do Recôncavo Baiano, a climatóloga destacou que a região possui características distintas de áreas do semiárido por conta da influência da maritimidade, fator que contribui para uma distribuição de chuvas mais regular.
“Estamos numa região muito importante, região do Recôncavo Baiano, com a interferência de fatores climáticos, como a maritimidade. Então, que a gente possa compreender que essa distribuição de chuva é bem diferente, por exemplo, do semiárido nordestino”, pontuou.
A professora também chamou atenção para a importância da preservação dos manguezais e da valorização das comunidades tradicionais da região, especialmente aquelas que dependem diretamente dos recursos naturais para sua subsistência.
“Precisamos valorizar essas comunidades quilombolas, essas comunidades históricas que vivem do marisco e preservar cada vez mais os manguezais”, concluiu.




