Dom Murilo nega que igreja faça campanha política e condena ‘generalização’ sobre pedofilia

Foto: Divulgação

Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger negou, em entrevista ao Metro1, que a Igreja Católica tenha candidato na eleição geral deste ano. A discussão começou após a veiculação do comentário da professora-doutora Malu Fontes, na Rádio Metrópole, em que ela narra uma cena que teria acontecido em uma igreja na Pituba, em Salvador.

Segundo a colunista, após o curso de padrinhos, o padre anunciava: “É Bolsonaro ou não é”. O público respondia de forma quase que unânime: “É”.

“Ela fala de um curso de batismo, que um padre fazia propaganda para Bolsonaro. Primeiro que 99,9% dos cursos de batismo são feitos por leigos. Gostaria de saber em que igreja foi, quando foi. Os padres que consultei, disseram que não foi na paróquia deles. No passado éramos acusados de ser ligados ao PT, agora a Bolsonaro. Que uma pessoa, ou leigo, ou beata, se ligue a candidata ‘A’ ou ‘B’, eu não controlo a consciência de cada católico. Quero saber quem falou e onde falou. O jornalista não pode seguir por ouvir dizer, tem que procurar as fontes”, rebateu.

O religioso alertou ainda para “o perigo das generalizações”. “Eu não posso dizer que os jornalistas são venais e mentirosos porque alguns são. Alguns são, mas a classe toda não pode pagar por eles. A igreja não tem partido, não tem candidato, deixa a liberdade de escolha. Ao contrário de outras igrejas, não ficamos orientando o voto em um ou outro”, assegurou.

Ele disse ainda que orienta a todos os padres a não declararem apoio político a ninguém. “Em celebrações, eu recomendo aos padres, que o padre não deve apoiar publicamente. Pois o apoio é de uma parte e temos que trabalhar com todos. Se um padre quiser apoiar é opção dele. Não digo que todo mundo tem quer um candidato, pois Deus mandou”, declarou.

Dom Murilo não se furtou de comentar sobre as acusações de pedofilia. No comentário, Malu cita que tem recebido, pelo Whatsapp, diversos materiais que ligam os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) a temas como sexualização infantil e até mesmo pedofilia.

“Na igreja há problema de pedofilia? Há. São 500 mil padres na igreja. Esses levantamentos são de 1940. Então, agora acusar toda igreja, todos os padres, é condenável, ridículo, infantil”, finalizou.

Fonte: M1




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