
Horst Hrubesch garante que não mudará a forma de a Alemanha jogar para enfrentar o Brasil, neste sábado, às 17h30, no Maracanã, pela decisão da Rio 2016. Questionado na entrevista coletiva desta quinta sobre o que faria para anular Neymar, o treinador preferiu valorizar o poder ofensivo de sua equipe, dona do melhor ataque da Olimpíada, com 21 gols.
– Nós vamos jogar contra o Brasil e não apenas contra o Neymar. É um time e não só um jogador. Eu deveria perguntar: como você vai parar nosso ataque? Fizemos 21 gols. Você deveria pensar nisso – afirmou.
O treinador tem razão sobre os números, mas o aproveitamento foi obtido contra adversários de um nível não muito elevado. Os alemães empataram com México (2 a 2) e Coreia do Sul (3 a 3) e fizeram nada menos que dez gols na goleada sobre Fiji. A qualidade dos rivais subiu a partir das quartas. A Alemanha goleou Portugal (4 a 0) e bateu a Nigéria (2 a 0).
Hrubesch revelou que não fará mudanças na equipe para enfrentar os brasileiros. Ele prometeu também que manterá o padrão de jogo ofensivo mesmo diante do time favorito à medalha de ouro e que atuará com mais de 60 mil torcedores apoiando.
– Não vamos mudar nada. Temos bons jogadores para atacar e defender. Vamos continuar da mesma maneira. Estamos muito felizes de chegarmos à final e vamos fazer de tudo para vencer – ressaltou.
O técnico evitou fazer relação ao jogo de sexta-feira à histórica goleada por 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil, pela semifinal da Copa do Mundo de 2014.
– Eu já respondi essa pergunta várias vezes. Estamos na final, é um time diferente. Claro que temos um campeão do mundo aqui (o zagueiro Matthias Ginter), mas não estamos preocupados com isso – disse.
Leia os principais trechos da entrevista:
Impressões do Maracanã
– Acabamos de chegar de São Paulo. Eu tive tempo apenas de ver o campo, enquanto os jogadores foram para a Vila dos Atletas.
Mexer na equipe
– Não faremos mudanças. Não vejo necessidade de mudar. Todo mundo está sem lesões.
Chegada à final
– O que pode ser maior do que estar em uma final no Maracanã? Estamos muito felizes por estarmos aqui.
Três anos no comando da equipe
– Era um grande sonho classificar para a Olimpíada. Agora, sentado aqui antes da final, virou realidade. Depois do jogo vou chorar um pouco, mas também terei um grande sorriso.
Brasil atual parece o time dos anos 80?
– É necessário ter jogadores para ações individuais, mas também é preciso de um trabalho de equipe. O Brasil continua com grandes jogadores. O futebol mudou. Nós mudamos. O Brasil também.
*Globo



