A advogada Rebeca Cristine Gonçalves dos Santos foi presa na tarde desta terça-feira (30), suspeita de integrar a organização criminosa rival à quadrilha envolvida na morte de três adolescentes eum jovem em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Os crimes aconteceram no última fim de semana.
De acordo com Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a prisão foi feita por policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) quando a advogada saía do Fórum Criminal de Sussuarana, na capital baiana.
Claudomiro Santos Rocha Filho, o Nicão doBaralho do Crime (Foto: Divulgação/SSP)
Ainda conforme a SSP, além de defender judicialmente o traficante e homicida Claudomiro Santos Rocha Filho, conhecido como “Nicão”, que conforme a secretaria cometeu ao menos 18 assassinatos, Rebeca era também a atual companheira dele e atuava diretamente na organização criminosa.
Segundo a SSP, o mandado de prisão preventiva de Rebeca já foi expedido. A advogada prestou depoimento na sede do Draco, no bairro da Pituba. O conteúdo da oitiva não foi divulgado. Ela será indiciada por tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.
“Nicão”, que era “Sete de Copas” do Baralho do Crime da SSP-BA, foi preso no dia 13 de agosto deste ano, no imóvel da advogada. Segundo a polícia, Nicão e outro homem, Jéferson da Silva Pereira, são integrantes de uma mesma quadrilha responsável pela comercialização de drogas e prática de homicídios, dentre outros crimes, em Camaçari, na região metropolitana, e no bairro da Boca do Rio, em Salvador. Eles estão custodiados no Complexo Penitenciário de Mata Escura, em Salvador.
Bruno de Oliveira Santos, o ‘Quatro de Espadas’ do Baralho do Crime é suspeito de matar jovens do Camaçari (Foto: Divulgação/SSP)Bruno de Oliveira Santos, o “Quatro de Espadas” do Baralho do Crime foi apontado pela SSP-BA como suspeito de ter matado os quatro jovens em Camaçari, no último final de semana.
Conforme a SSP, Bruno é da quadrilha rival de “Nicão” e possui mandado de prisão em aberto, além de integrar a lista dos bandidos mais procurados do estado.
A secretaria informou que ele pertence à quadrilha de Marivan Elias da Silva, um dos líderes do tráfico no bairro de Nova Vitória, em Camaçari, onde ocorreram os crimes. Marivan também faz parte do baralho e ocupa a carta “Seis de Copas”.
Segundo as investigações, a quadrilha que Marivan lídera quer o domínio do tráfico de drogas em Camaçari e, por isso, praticou os assassinatos.
A disputa pelo ponto de tráfico teria ficado acirrada após a prisão, no início deste mês de agosto, de “Nicão”, parceiro de Raimundo Borges dos Reis, o “Capenga”, líderes do bando rival ao de Marivan e que também vende drogas na região.
A polícia suspeita que, com o enfraquecimento do grupo de “Nicão” e “Capenga”, Marivan pretendia assumir o tráfico de drogas na área.
Adolescentes assassinadas em Camaçari,na região metropolitana de Salvador
(Foto: Imagem/TV Bahia)
A delegada Maria Tereza Silva, da 4° Delegacia de Homicídios, que investiga o caso relatou que as adolescentes que foram assassinadas em Camaçari não tinham envolvimento direto com o tráfico de drogas. Duas das meninas namoravam com rapazes envolvidos com o tráfico.
De acordo com a SSP, o policiamento foi ampliado no final de semana em Camaçari e permanece com a presença do Batalhão de Choque e da Companhia Independente de Policiamento Especializado/Polo. Equipes dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa e de Repressão ao Crime Organizado também estão no local, com aproximadamente 200 policiais.
O Baralho do Crime, criado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), tem o objetivo divulgar os suspeitos mais procurados da Bahia. As informações sobre os suspeitos podem ser repassadas anonimamente através do disque-denúncia, pelo número 3235-0000.
Homicídios
Nove homicídios foram registrados durante o último final de semana, em Camaçari. Além das três adolescentes e o jovem de 21 anos, outras cinco mortes aconteceram no bairro Nova Vitória. Um homicídio foi no sábado e quatro no domingo (28).
Segundo a SSP-BA, as vítimas de 16, 19, 22 e 26 anos tinham passagem pela polícia por tráfico de drogas. Outra vítima, de 26 anos, tinha passagens por furto.
Os casos são investigados pelos departamentos de Homicídio e Proteção à Pessoa (DDHP) e de Polícia Metropolitana (Depom).
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