âSe for necessário eu me matoâ, essas foram as palavras de Maria Santana Oliveira da Silva, 30, moradora do bairro SÃtio Matias.
Ela faz um protesto acorrentada em um poste de energia elétrica do Hospital Geral Clériston Andrade por que o seu sobrinho, Jucivan Barbosa Silva, 20, depressivo, ingeriu uma substância venenosa, conhecida como âchumbinhoâ e não foi transferido para a UTI da unidade hospitalar. âEle está em estado grave. A médica falou que precisa de uma UTIâ, disse a acorrentada.
Maria Santana afirmou que já tentou transferir o sobrinho para Salvador, mas houve resistência por parte do hospital. âJá conversei oito vezes coma direção e sempre dizem que tem que esperar surgir uma vagaâ, explicou. Segundo a mulher, duas vagas foram liberadas, mas o jovem não foi atendido. âEu vou até as últimas conseqüências, a corrente está muito apertada no pescoço. Eu escondi a chave no mato, nem meus familiares sabemâ, ameaçou.
A direção do Clériston ainda não se manifestou sobre o ocorrido e a mulher ainda continua acorrentada. âNão sabemos o motivo do envenenamento, ele está há 8 dias em uma maca e não fizeram nada. Apoio o protesto da minha irmã, se soubesse disto faria antesâ, disse Cristina Barbosa Silva, mãe de Jucivan.
(Fonte: Hamurabi Dias – Bom Dia Feira).




