“Agora eu sinto que a justiça foi feita”, disse mãe da vítima sobre condenação de ex-sargento

Após dois dias, o julgamento do ex-sargento da Polícia Miliar, Eduardo Lindote (de branco na foto ao lado), acusado de estupro e assassinato da garota Geisa Gabriela Marinho, de 15 anos, chegou ao fim na tarde de ontem, 28. Pelo estupro seguido homicídio, triplamente qualificado, no dia 09 de dezembro de 2004, na cidade de Ilhéus, Eduardo Lindote foi condenado a 29 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado.

O repórter da rádio Andaiá Fm, Reginaldo Silva, esteve presente no julgamento, que aconteceu no Fórum Desembargador Wilde Lima em Santo Antônio de Jesus, e conversou com os pais de Geisa Gabriela Marinho e com a juíza da comarca, Kátia Regina Mendes Cunha.

Para a mãe da vítima, a senhora Ozilda Marinho, enfim, o culpado pela morte de Geisa Gabriela vai pagar pelo que fez. “Agora eu sinto que a justiça foi cumprida. Agora é como se ele não existisse mais. Este ciclo se fechou e eu vou começar outro ciclo da minha vida”, afirmou.

Gabriel Marinho, pai da vítima, disse que sente aliviado com a sentença, já que diante de Deus ele sabia que a justiça já estava feita. “Eu não pararia até que chegasse ao fim, é o fim de um ciclo. Agora quem disse quem é o culpado foi a justiça. Eu me sinto aliviado que pela lei dos homens tudo foi provado”, disse Gabriel Marinho.

Sobre a quantidade de anos que Eduardo Lindote foi condenado, o pai da vítima disse que: “Se fosse pedido a minha opinião, 100 anos era pouco. Mas, acabaram quase 7 anos de tortura. Chegar em casa será um grande alívio. E minha filha estará sempre o meu peito”, concluiu.

Em relação a condenação, a juíza responsável pelo caso, Kátia Regina Mendes Cunha, afirmou que foi feita a vontade do conselho de sentença. Ela disse ainda que o julgamento correu tranquilamente e parabenizou a polícia militar pelo bom desempenho na investigação do crime.

(Foto: A Página do Recôncavo).