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A partir do momento que os dados do trabalhador são inseridos no sistema do Ministério do Trabalho, ele indica uma vaga de emprego. âO objetivo do programa sempre foi a recolocação no mercado de trabalhoâ, explica Valdecy Pereira Brito, gerente do programa seguro-desemprego.
Um sistema de computador cruza os dados do trabalhador com as vagas que estão disponÃveis no mercado. A nova oportunidade tem que ser compatÃvel com o último cargo e com o salário que a pessoa recebia.
E atenção: quem recusar a proposta três vezes consecutivas pode perder o seguro-desemprego. âPor exemplo, um porteiro que tinha um salário de mil reais e está desempregado. Se a gente encontrar uma vaga também de porteiro com um salário igual ou superior a mil reais, normalmente ele não pode recusar essa vaga sem uma justificativa que o sistema acateâ, afirma.
Há três anos é utilizado em São Paulo um sistema semelhante. Na cidade, 30% das pessoas que dão entrada no seguro desemprego, já saem encaminhadas para uma vaga, com uma entrevista marcada, e pelo menos metade desse grupo consegue um novo emprego.
A oportunidade foi vista com expectativa por Grisiele PatrÃcia de Melo. Como foi demitida sem justa causa, a auxiliar de serviços gerais tem direito ao seguro-desemprego. âPrefiro receber um salário fixo porque o seguro só dura cinco meses. Arrumando um serviço, registrada, não vou perder meus benefÃcios, quem sabe o salário ajuda tambémâ, diz.
Joaquim tem 34 anos de carreira e veio receber o benefÃcio pela primeira vez. O mestre de obras já recusou a proposta oferecida hoje porque o salário é bem menor do que o do último emprego. Só que ele não pensa em ficar parado. âNão compensa ficar atrás do seguro-desemprego, compensa correr atrás de outro empregoâ, declara. (Jornal Hoje)




