Uma audiência pública reuniu representantes do legislativo e de diversos setores trabalhísticos de Santo Antônio de Jesus na noite desta quinta-feira, 21. O objetivo é discutir a reforma da previdência e trabalhística, e os impactos gerados caso sejam implantadas.
A reforma previdenciária pretende entre outros pontos: alterar a idade de aposentadoria para 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, além de acabar com a possibilidade de aposentadoria exclusivamente por tempo de serviço no INSS; O trabalhador deve contribuir pelo menos 25 anos, tendo que adicionar ao seu cálculo para aposentadoria um pedágio de 30% sobre o tempo de contribuição que falta para requerer o benefício pelas regras atuais.
Já a reforma trabalhista propõe entre outros pontos: o parcelamento das férias em até três vezes, com pagamento proporcional aos respectivos períodos, sendo que uma das frações deve corresponder a ao menos duas semanas de trabalho; O limite diário passa a ser de 12 horas diárias e de 220 horas mensais.
O presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Santo Antônio de Jesus, Januário Nunes, esteve presente e afirma que esta é uma situação preocupante, principalmente no caso dos trabalhadores rurais. Segundo Nunes, no campo as pessoas começam a trabalhar muito cedo, geralmente antes mesmo dos 18 anos, aos 60 já estão todos cansados, sem a saúde adequada para estender sua jornada.
A professora Jucilene Barreto, diretora da APLB, também participou do evento e ressaltou a importância da realização de debates desse tipo para toda a sociedade.
A presidente do Sindicato dos Comerciários de Santo Antônio de Jesus, Aline Patrícia, firmou que diante das mudanças propostas pelos planos, as dua reformas devem ser reconhecidas como atrocidades. Uma vez que irão afetar negativamente todos os trabalhadores brasileiros.
Valmedir Souza, presidente do Sindicato dos trabalhadores da Construção Civil, também esteve presente e aproveitou para convidar a sociedade para a mobilização que irá ocorrer no dia 28, próxima sexta-feira, para mostrar a força e a indignação da sociedade como um todo.
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