O movimento durou 80 dias e acabou na quinta-feira (23/8) com aceitação da proposta do governo e a decisão da volta ao trabalho na segunda-feira (27). A greve geral dos servidores técnico-administrativos das universidades federais do país foi considerada positiva pela categoria baiana durante a última assembleia, realizada na quinta-feira, na Faculdade de Arquitetura, com a participação dos funcionários da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFBA e UFRB (Assufba), Nadja Rabelo, o movimento pode ser considerado positivo, apesar do resultado ser diferente do que os servidores esperavam. ?A gente sabe que na atual conjuntura não se consegue avançar, mas conseguimos avançar dentro do plano de carreira?, disse. Rabelo explicou que o avanço no plano de carreira vai refletir também no salário dos trabalhadores. Em relação ao prolongamento da paralisação, os motivos, segundo a presidente, foram as dificuldades que a categoria teve para contatar o governo.
?Só fomos sentar para conversar no dia 6 de julho e a partir daí as negociações se deram de forma evoluída?, sinalizou.
A decisão do fim da greve foi tomada na quarta-feira (22) à noite, após reunião entre o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e os dirigentes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que aceitaram a proposta de aumento de 15,8% em três parcelas até 2015. Ao todo no país são cerca de 183 mil servidores, sendo 117 mil ativos. Após esta reunião os líderes sindicais comunicaram à categoria a decisão através de assembleias locais, como a que foi realizada na quinta-feira, aqui em Salvador.
Ainda dentro das negociações, que se arrastavam desde a semana passada, a outra garantia conquistada pelos servidores foi o reajuste que pode chegar a 30%, dependendo da qualificação. Haverá aumento no benefício step (intervalo entre os níveis de carreira) de 3,6% para 3,7% em 2014, e para 3,8%, em 2015. (Tribuna da Bahia)





