Médicos de diversas especialidades vão protestar, mais uma vez, a partir da próxima semana contra o que consideram abusos cometidos pelas operadoras de saúde. Entre os dias 10 e 25 de outubro, além de promover atos públicos, como passeatas e concentrações, os profissionais irão suspender, em vários estados, consultas e procedimentos eletivos com o uso de guias de convênios que não negociaram com a categoria.A mobilização está sendo articulada por três entidades que representam a classe médica nacionalmente – Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Federação Nacional dos Médicos ? e o cronograma da suspensão dos atendimentos está sendo definido por comissões estaduais.De acordo com o representante da Comissão Nacional de Honorários da Associação Médica Brasileira (AMB), Florisval Meinão, a ideia é denunciar, principalmente, os baixos repasses feitos pelas operadoras de planos de saúde aos médicos que integram as redes credenciadas. Ele ressaltou que os serviços de urgência e emergência serão mantidos nos dias da mobilização.Para ele, o cenário torna o credenciamento nas operadoras pouco atrativo para muitos médicos, o que agrava a ?situação crítica? que os usuários de plano de saúde enfrentam no país, como a demora para marcar consultas e a espera prolongada em serviços de emergência. Por terem descumprido prazos máximos para a marcação de consultas, exames e cirurgias, 301 planos de saúde administrados por 38 operadoras não poderão ser vendidos em todo o Brasil, a partir da próxima sexta-feira (5), conforme decisão anunciada ontem (3) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras de saúde, informou, por meio de nota, que respeita a manifestação dos médicos, mas ressaltou que suas associadas concedem reajustes regulares para os procedimentos e consultas com índices acima da inflação e até do teto estabelecido pela ANS para o reajuste anual dos planos individuais.A entidade acrescentou que, no acumulado de 2005 a 2011, os honorários dos médicos credenciados às operadoras associadas aumentaram 71,56%, enquanto a inflação acumulada no período, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi 41,88% e o índice acumulado do reajuste da ANS, 66,48%. (BocãoNews)





