O homem apontado como dono de uma tonelada de cocaína, que estava escondida no casco de uma embarcação que era pilotada por velejadores baianos, foi preso na Espanha, na sexta-feira (15). De acordo com a Polícia Federal, o mandado de prisão preventiva foi feito pela Justiça Federal, com a difusão da Interpol.
Além do homem preso, um inglês, investigações da PF ainda levam a crer que outro homem da mesma nacionalidade também esteja envolvido no crime.
A cocaína foi encontrada dentro do casco da embarcação, em agosto do ano passado. Na ocasião, dois velejadores baianos, Rodrigo Dantas e Daniel Dantas, o gaúcho Daniel Guerra e o capitão do barco, Olivier Thomas, natural da França foram presos, em Cabo Verde, na África. Em março deste ano, o quarteto foi condenado a 10 anos de prisão por tráfico internacional de drogas.
Relembre o caso
Três brasileiros foram contratados em agosto do ano passado para levar um veleiro de Salvador até o porto de Açores, em Portugal. O que eles não esperavam é que a embarcação estivesse carregada com mais de uma tonelada de cocaína.
Antes de chegar ao destino final, o veleiro com dois baianos, Rodrigo Dantas e Daniel Guerra, além do gaúcho Daniel Dantas, e ainda o capitão do barco, Olivier Thomas, natural da França, passou por uma inspeção na Ilha de Mindelo, em Cabo Verde, na África, onde foi encontrada uma tonelada de cocaína.
Familiares e amigos lançaram um abaixo-assinado na internet, informando que os velejadores foram contratados por uma empresa com sede na Holanda, para transportar um veleiro de 72 pés de comprimento até Portugal. De acordo com a petição online, a droga estava escondida sob placas de aço soldada ao casco e revestidas com cimento.
“Os tripulantes obviamente desconheciam [a existência da droga], por ela estar localizada embaixo dos tanques de água e revestida com cimento e placas de aço. […] Os velejadores embarcaram movidos pelo sonho de realizarem a travessia do Atlântico e adquirirem experiência, mas a viagem se tornou um pesadelo”, diz o texto do abaixo-assinado.
A embarcação pertence ao inglês George Fox, que foi apresentado aos brasileiros somente instantes antes da viagem. De acordo com os familiares dos baianos, Fox está sendo procurado pela Interpol.
A decisão de condenar os brasileiros a 10 anos de prisão foi tomada em 29 de março deste ano.
*Varela Notícias



