Uma missa foi realizada, na noite desta sexta-feira (24), para lembrar as vítimas da tragédia de Mar Grande, em Vera Cruz, cidade na Ilha de Itaparica, região metropolitana de Salvador. Dezenove pessoas morreram após a embarcação Cavalo Marinho I naufragar na Baía de Todos-os-Santos. O acidente completou um ano nesta sexta(24).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/I/x/k7yGqbTEuoG6Bt0dRwAQ/whatsapp-image-2018-08-24-at-19.45.39.jpeg)
Missa foi realizada nesta sexta-feira (24) na praia de Amoreira, na Ilha da Itaparica (Foto: Victor Silveira/ TV Bahia)
A celebração em homenagem às vítimas foi feita na praia de Amoreira, na comunidade de Nossa Senhora das Candeias. Familiares e amigos participaram da cerimônia. Após a missa, será realizada uma procissão que vai seguir até a praia, onde serão jogadas 19 rosas em homenagem às vítimas.
O acidente também deixou dezenas de feridos, e, um ano depois, segue sem respostas. Vítimas e familiares dos mortos não receberam nenhuma indenização das empresa responsável pela embaracação.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recebeu, na quinta-feira (23), uma nova versão do inquérito policial sobre a tragédia.
As investigações já tinham sido concluídas em abril deste ano pela Polícia Civil, mas o MP pediu novas diligências. O teor das novas ações sobre o caso não foi divulgado. O documento será analisado pelo promotor Ubirajara Fadigas, que decidirá sobre oferta de denúncia à Justiça.
O inquérito da Polícia Civil, coordenado pelo delegado Ricardo Amorim, titular da 24ª Delegacia Territorial (DT/Vera Cruz), indicia o proprietário e o engenheiro da empresa CL Transporte Marítimo, responsável pela lancha que virou, assim como o comandante da embarcação, por homicídio culposo e lesão corporal culposa.
Resultados do inquérito
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/5/f/nAfKAcQkKeRmVJNXvRxw/coletiva-margrande.jpg)
Delegados divulgaram resultado do inquérito policial no mês de abril, em Salvador. (Foto: Alan Oliveira/G1)
De acordo com o delegado Ricardo Amorim, que deu entrevista coletiva no mês de abril para esclarecer os resultados do inquérito, as investigações apontaram que o dono da empresa, Lívio Garcia Galvão, teria instalado pesos de lastra na lancha, o que acabou causando a instabilidade da embarcação durante a navegação.
Ainda segundo a polícia, o engenheiro naval que avaliou a embarcação, identificado como Henrique José Caribé Ribeiro, teve culpa imputada por ter feito cálculos errados sobre a lancha durante a avaliação, o que acabou liberando uma embarcação inapropriada para a travessia.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/s/X/PWszGmS7uBPUFfx1XXoA/afonso-santana-cortada.jpg)
Lancha Cavalo Marinho I, que naufragou em agosto do ano passado na Baía de Todos os Santos. (Foto: Afonso Santana)
Já o comandante da lancha, Osvaldo Coelho Barreto, teve culpa no acidente apontada pelas investigações por ter usado a embarcação mesmo sabendo que ela era instável, além de ter seguido com ela por uma rota que não era segura. Conforme o delegado, no dia do acidente, o homem chegou a recomendar que a mulher dele não viajasse na lancha.
Segundo o delegado Ricardo Amorim, a mulher, que não teve o nome divulgado e que, assim como o marido, é moradora da Ilha de Itaparica, teria um exame marcado em Salvador no dia da tragédia, mas desistiu do procedimento após orientação de Osvaldo Coelho. O comandante chegou a pedir que a lancha fosse substituída um dia antes do acidente, mas não foi atendido e, mesmo assim, partiu com a embarcação.
Tragédia
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/U/7/AgrWiOQYA6Z9bToiUZGQ/afonso-santana2-cortada.jpg)
Lancha ficou presa nos arrecifes próximo ao local onde virou. (Foto: Afonso Santana/Arquivo pessoal)
A lancha Cavalo Marinho I virou por volta das 6h30, cerca de 10 minutos após deixar o Terminal Marítimo de Mar Grande, na Ilha de Itaparica, no dia 24 de agosto de 2017. A embarcação tinha como destino Salvador e estava a aproximadamente 200 metros da costa quando o acidente aconteceu. A viagem dura cerca de 45 minutos.
No total, 120 pessoas viajavam na lancha. Quatro delas eram tripulantes, incluindo o comandante da embarcação. Setenta e quatro pessoas ficaram feridas. Duas delas com gravidade. As 19 pessoas que morreram no acidente são 13 mulheres, 3 homens e 3 crianças.
Casco da lancha ficou destruído por conta do acidente. (Foto: Afonso Santana/Arquivo pessoal)
*G1





/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/w/E/MuCC3XReS6KnXsrxt2VQ/afonso-santana7-cortada.jpg)