
Ex-funcionários do Hospital Espanhol, fechado desde setembro de 2014, realizaram uma manifestação na manhã deste domingo (2), no bairro da Barra, em Salvador. Eles cobram dívidas trabalhistas que somam R$ 135 milhões e pedem agilidade no leilão do hospital.
O protesto começou por volta das 10h, no Farol da Barra. Posteriormente, os manifestantes seguiram em caminhada até o Hospital Espanhol, um percurso de cerca de 1,8 km. Os ex-funcionários exibiam cartazes e gritavam palavras de ordem.
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Manifestantes saíram do Farol da Barra e foram em caminhada até o Hospital Espanhol (Foto: Andréa Silva/TV Bahia)
A venda do local foi determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT5-BA), em dezembro de 2016. Ao longo dos quatro anos, desde que a unidade foi fechada, o leilão da unidade foi marcado e suspenso diversas vezes.
O conjunto de bens do hospital, segundo o TRT5-BA, envolve dois imóveis no bairro da Barra, área nobre da capital baiana, avaliados em R$ 185.238.625.
Crise
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Hospital Espanhol, que fica no bairro da Barra, em Salvador, está fechado por crise desde 2014 (Foto: Divulgação/TRT-BA)
O Hospital Espanhol entrou em crise em 2013 e, em setembro de 2014, a diretoria anunciou a suspensão de todas as atividades. Pacientes que estavam internados tiveram que ser transferidos para outras unidades de saúde da cidade. Mais de dois mil funcionários foram demitidos.
Na época, o então governador da Bahia, Jaques Wagner, assinou um decreto que declarou os imóveis pertencentes à Real Sociedade Espanhola de Beneficência, que administra o Hospital Espanhol, bens de utilidade pública, com o objetivo de impedir a venda da unidade. A medida foi adotada após especulações de que a estrutura onde funcionava o hospital entraria para a rede hoteleira.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) fixou avisos de vistoria em todos os setores da unidade de saúde, para garantir a manutenção do patrimônio, já que, como o hospital foi declarado de utilidade pública, não pode ser usado para outra finalidade.
Desde 2013, em meio ao período de dificuldades financeiras, o atendimento no setor de emergência da unidade de saúde vinha sendo suspenso em várias ocasiões. Além disso, médicos e outros funcionários do hospital também paralisaram as atividades várias vezes, por atraso no pagamento de salários.
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