Jovens e ricos: O eleitorado onde Haddad subiu e Bolsonaro caiu

 

É interessante observar o crescimento do Fernando Haddad com um público de jovens e ricos, avançando entre eleitores que ganham acima de dez salários mínimos. Há quem diga que a estratégia de Bolsonaro em ficar calado para não falar algo que venha a lhe complicar foi quebrada por gravações antigas, como a em que o filho dele com ameaças ao STF. Essas gravações e declarações foram construindo uma sequência em que se fala bobagens e em seguida pedem desculpas. Como foi feito com as declarações do candidato a vice-presidência, Mourão.

Um exemplo são aqueles que ganham mais de dez salários mínimos. Entre esse público, Bolsonaro mantém confortável liderança, com 61% dos votos totais, mas Haddad obteve um crescimento de oito pontos, passando de 24% a 32%.

Outro segmento que registrou melhora do candidato petista foram os mais jovens, de 16 a 24 anos. Nesse grupo, Haddad subiu seis pontos, passando de 39% para 45%. Ele está numericamente a frente de Bolsonaro, que recuou também seis pontos, de 48% para 42%.

No voto discriminado por região, as lideranças se mantém, com Bolsonaro mantendo na frente no Sudeste, no Sul, no Norte e no Centro-Oeste, enquanto Haddad segue em primeiro no Nordeste. O candidato petista, no entanto, conseguiu reduzir consideravelmente as diferenças no Norte, onde subiu sete pontos, e no Sul, com crescimento de quatro.

O crescimento do Haddad entre os jovens sofre a influência de uma nova geração com muita gente que se posiciona contra os preconceitos e acaba se identificando com o discurso de respeito às diversidades. A estratégia de Bolsonaro vem dando certo no sentido de se manter fora das discussões, mas muita coisa já foi dita e estão sendo usadas durante o período eleitoral.