Opinião: A eleição acabou para uns, já para outros…

É muito comum os ânimos se acirrarem nas campanhas eleitorais. Amigos e até parentes brigam uns com os outros. Depois se desculpam e voltam à vida normal. O assunto volta a ser a polêmica da novela, do futebol, a religião e etc. Mas aqui em Santo Antônio de Jesus a guerra política continua principalmente nas redes sociais. Fakes, como são chamados os perfis falsos, criados por quem não quer se identificar para escrever aquilo que não pode provar, são criados por pessoas que se escondem atrás do anonimato para caluniar gente de bem na maioria das vezes.

Páginas foram criadas no período eleitoral ou depois dele para defender ou denunciar erros da administração. As principais são A História Aqui Não Muda e Política No Recôncavo.  São alimentadas por pessoas que deveriam estar trabalhando, pois muitos são funcionários públicos, e mesmo que não sejam deveriam procurar algo mais interessante para fazer. São pessoas que também não se conformaram com a derrota e fazem uma oposição raivosa e cheia de fofocas, a chamada torcida contra, a turma do quanto pior melhor.

Quero deixar bem claro que entendo que é perfeitamente normal que quem ganha monte sua equipe com base em quem confia. É justo empregar quem lutou pela sua eleição, quem batalhou. Qualquer grupo político faz isso. Mas tudo vai da maneira e da estratégia utilizada para se alcançar o objetivo, que é montar uma equipe de confiança e acima disso, competente.

Denunciam o tempo todo quem foi 40 e está empregado e quem foi 12, mas está de fora. A turma do 40 se utiliza de informantes para atacar a administração, como vimos acima na provocação da senhora Kaká, que demonstra não ter se conformado com o resultado das urnas e parece não ter encontrado ainda algo mais interessante para fazer do que se utilizar do Facebook para espernear.  Colocam fotos que postamos no blog ou que pessoas colocaram no Facebook e essas fotos servem como currículo para definir uma vaga no serviço público. Não vale quem tem mais qualificação e sim quem ?deu mais o sangue? por esta ou aquela campanha.

Sempre foi assim em Santo Antônio de Jesus. O grupo que perdeu não tem moral nenhuma para reclamar deste tipo de seleção, pois não só praticavam a seleção com base no ?quem mais ajudou na campanha” como convocavam os indicados e muitos efetivos que  tinham seus salários engordados com excessivas diárias para irem a batalha segurar seus empregos.

As perseguições contra os ?40″ na prefeitura já renderam manifestação do sindicato e podem render nos próximos dias ao atual prefeito processo por assédio moral. Se resultar em multa, sabe quem vai pagar? A prefeitura, ou seja, eu e você.  A perseguição contra adversários que são funcionários efetivos tira a possibilidade desses se tornarem aliados um dia. Portanto, uma estratégia política nada inteligente. Tomara que o atual prefeito se mire no governador Jaques Wagner que ganhou muitos ex-apaixonados pelo carlismo. ACM Neto está ganhando muitas ?viúvas” de João e petistas que são efetivos na prefeitura. Não acredito que seja o próprio Humberto Leite que comande isso, mas cabe a ele fazer esse controle.

Vale ressaltar que eu não acredito que se Dalva Mercês ganhasse a coisa seria diferente. Os efetivos que se declararam 12 seriam perseguidos também. Muitos dos novos ocupantes de diretorias e coordenações dizem que estão retribuindo a perseguição que sofriam quando eram comandados pelos que hoje são seus subordinados. Talvez não seriam tão grosseiros, Dalva utilizaria de sua sutileza e faria isso gradativamente, mas fariam como fizeram após outras eleições.  O que quero dizer é que essa perseguição ridícula e gratuita não é nova na gestão pública em Santo Antônio de Jesus e um dia isso tem que parar.