Os moradores do Conjunto Residencial Zilda Arns estão buscando na Justiça o direito de construir muros em suas residências. Rosimare Silva, membro do Conselho da Caixa Econômica Federal, disse ter recebido a orientação de não aceitar que os moradores fizessem muros nem puxadinhos, pois o solo não permite novas construções. Caso contrário, futuramente um técnico iria avaliar e permitir a construção até metade da janela.
Segundo a entrevistada, moradores foram informados desta proibição, no entanto, a presidente da Associação de Moradores liberou as construções e atualmente tem negado este fato. ?Ela liberou as pessoas fazerem os muros e assinou?, frisou. Ainda acrescentou que a presidente da Associação tem lhe acusado de ser a culpada pela edificação e construção dos muros e de ter ido denunciar os moradores ao Ministério Público. ?Tem gente que bateu laje, fez suíte , inclusive estou prejudicada , pois tem uma ao lado do quarto de meu filho. Eu fui denunciar sim! Denunciei a mulher da suíte porque está ali ocupando o espaço dos outros?, frisou.
Quando questionado sobre a violência no bairro, ela disse que o índice é como em qualquer outro bairro. ?Não temos nada de risco ali. Ficamos até tarde conversando e ninguém nos diz nada. Se tem alguma pessoa que usa (drogas) não incomoda a gente?, ressaltou. A Caixa liberou apenas para as pessoas colocarem grade nas portas e nas janelas
Esta polêmica está em torno da presidência da Associação, pois Rosimare alegou que a atual presidente não tem exercido sua função com eficiência já que não tem informado os moradores corretamente. Acrescentou também que a eleição não foi de forma democrática, pois alguns moradores não sabiam o dia que aconteceria. Segundo a mesma, o Ministério Público tem conhecimento deste fato e solicitou a formação de novas chapas. Rosimare solicita a visita do Ministério Público no conjunto para explicar a real situação aos moradores.
Nossa opinião
Que situação hein? Esta é uma briga de vizinhos, mas é política também. O problema todo é que quando houver a liberação dos muros cada um faz do seu jeito. Fica despadronizado, embora já esteja. O projeto deveria permitir um distanciamento maior. Se o Governo está fazendo redução de IPI, então poderia fazer um projeto pensando que os moradores do ?Minha Casa, Minha Vida? um dia terão um carro ou uma motocicleta. Agora fazem a casa pensando que não haverá garagem.
O próprio Governo errado com este pensamento. Sempre há denúncias que há pessoas que não precisam dessas casas. Para própria Caixa fiscalizar é difícil, pois os cidadãos chegam comprovando a renda que tem, aquele limite de até três salários mínimos. Há pessoas com bens que não estão em seus nomes. Tem carro, mas nunca se preocupou em comprar uma casa. Todos sabem desses fatos, mas é difícil comprovar. Essas casas só deveriam ser entregue após a construção de um PSF-Posto de Saúde da Família.
Blog do Valente/ Nadia Santos




