Opinião de Léo Valente sobre o estupro em Varzedo

 Já vimos histórias de pais que se tornaram avô por ter engravidado a própria filha. É o pior tipo de violência, pois é um estupro constante e em alguns casos chega-se a criar uma relação em que a filha pensa que é  uma situação normal. Já ouvi relatos de filhas abusadas pelo pai, em que as mesmas achavam  que as colegas também sofriam disso, pois  passou a ser a  sua realidade, o contato sexual com o pai. Ela disse, ?outro dia comentei  com minha colega, ela tomou aquele susto, ficou abismada, e eu fiquei surpresa com o susto dela, porque no meu pensamento era normal, que mulher nasceu pra isso, servia primeiro ao pai e depois o marido.?

O mundo dela é aquele e principalmente quando isso acontece na zona rural, onde o acesso a informação é pequeno. Esse outro caso da reportagem do estupro em Varzedo, o elemento era tão esperto que quando passava matéria de denuncia  sobre abuso sexual, ele mudava de canal, desligava a TV ou tirava a filha da sala para que não houvesse um despertar dela sobre a situação em que vivia.

A polícia sabe de tudo que está acontecendo, mas tem uma grande dificuldade de provar na justiça, além disso,  existem os advogados que garante o direito de todo cidadão a defesa, mas tem advogados que são especialistas em usar sua inteligência para absolver os criminosos confessos. Não estou condenando a profissão do advogado, de maneira nenhuma, mas o delegado tem que ser exatamente  isso que o delegado fez, se cercar  de todas as provas possíveis, pois um elemento como esse já destruiu  a família, e a filha precisará de um acompanhamento psicológico, para amenizar as marcas sofridas do abuso, tentar esquecer, encontrar alguém e levar um vida normal.    

 Sidna Rodrigues