
De Itália chega-nos uma história de amor. Amor sem barreiras, sem condições. Luca Trapanese, de 41 anos, está no centro das atenções por ter desafiado os estereótipos criados em relação à paternidade e ao conceito tradicional de família.
Luca é solteiro, católico e gay e, há cerca de um ano, decidiu adotar uma menina portadora de síndrome de Down, Alba.
Alba foi rejeitada pela mãe biológica ainda no hospital e até ser confiada pelo tribunal a Luca, quando tinha cerca de um mês e meio, já tinha sido rejeitada por dezenas de famílias, mais de vinte, contou o italiano ao programa Outlook, da BBC.
A história, que está a emocionar e a encorajar outras pessoas a adotar, é contada no livro que Luca escreveu ‘Nata per Te’(‘Nascida para Ti’, em português).
No mesmo programa da BBC, Luca recorda que foi a morte do seu melhor amigo, Diego, a quem foi diagnosticado cancro terminal, quando ainda era apenas uma criança de 14 anos, que fez com que começasse uma vida ligada ao voluntariado em Nápoles, ajudando pessoas com deficiência.
Chegado à vida adulta, e solteiro, pensou em adotar uma criança (em Itália passou a ser possível para pais solteiros em 2017). Em julho do ano passado, recebeu a chamada do tribunal a dar a boa nova: havia uma menina para si, Alba, de um mês e meio e com síndrome de Down. Para Luca, não havia qualquer barreira e logo correu para o hospital.
Alba tem atualmente 18 meses e é a alegria de Luca. No Instagram, este pai partilha vários momentos com a filha.
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