Coordenador de Assistência Farmacêutica explica falta de medicamentos nos postos de saúde de S. A. de Jesus

Cidadãos tem procurado a rádio Andaiá FM para reclamar a falta de medicamentos nos postos de Saúde de Santo Antônio de Jesus.

O coordenador de Assistência Farmacêutica  Municipal, Andrí Tibério , é responsável pelo planejamento , aquisição e distribuição dos medicamentos. Em entrevista ao repórter Léo Valente, ele explicou o motivo da falta de medicamentos na cidade.

?Temos duas vias de aquisição de medicamentos. O primeiro plano  é  o fornecimento destes medicamentos pela CEFARBA- Central Farmacêutica da Bahia. Existe uma tripartite- uma parte da União, outra do  Estado e outra do Município para que a cada três meses possamos buscar este medicamento no órgão em Salvador. Há muito tempo vem acontecendo um desabastecimento do Estado que não está tendo acesso a alguns tipos de medicamentos. Fizemos um pedido de 116 mil reais de medicamentos ao Estado e só foram atendidos 70 mil. A CEFARBA  alega que houve uma modificação no sistema de gestão  deles, por isso, passarão por um período de desabastecimento. Com este problema temos o chamado plano B, onde o próprio município tem de comprar através de um processo de licitação”, licitação.

 O entrevistado frisou  ainda que esta falta de medicamentos vem existindo há vários meses, pois deveria ter ocorrido uma licitação fim do ano passado ainda na antiga gestão, mas o coordenador disse ter obtido a informação que o prefeito anterior proibiu qualquer tipo de licitação para ser possível o fechamento das contas. No entanto, ressaltou que as licitações já foram feitas e dentro de dez dias os remédios devem estar chegando. ?Estamos implantando no almoxarifado o controle de estoque. Antigamente não se sabia o quanto entrava nem para onde iam os medicamentos, pois não havia registro disso?, acrescentou.

 Segundo o coordenador, da mesma forma que não ocorreu licitação para medicamentos  não houve também para  produtos  médicos e hospitalares. ?Estamos passando por um período de desabastecimento deste tipo de material. Não temos material gráfico nem de escritório, pois não foi feito um aditivo de licitação?, retificou.

 Tendo conhecimento destes inúmeros problemas, o repórter perguntou por que não foi feita esta licitação anteriormente já que a quatro meses de administração. Ele disse que quando assumiu  a coordenação em março, o SAMU não tinha passado  a relação de  material para o almoxarifado  e houve uma recusa  da coordenadora anterior em fazer, pois já sabia que não continuaria no cargo. ?Por isso priorizei o abastecimento?, afirmou.