O vereador Délcio Mascarenhas e o vereador Antônio Nogueira (Tom), em entrevista à rádio Andaiá desta quinta ? feira ( 16), falaram a respeito da polêmica a respeito do reajuste dos professores em Santo Antonio de Jesus. A principio, o vereador Délcio pontuou que em momento algum a Câmara se manifestou contraria a aprovação do projeto que autoriza o reajuste salarial dos professores do município. Contou que o projeto chegou à Câmara de vereadores na terça- feira (14). Esclareceu que o mês de janeiro é a data base do vencimento dos professores, e que foi encaminhado na última segunda ? feira (13), uma minuta do projeto sem a assinatura do prefeito, com a vigência da data base indicativo para o mês de maio. ?Nós questionamos na sessão da Câmara, por que a data base era maio. No outro dia, chegou na Câmara o projeto assinado pelo prefeito Humberto leite, o projeto correto, com exigência da data base em janeiro?, explicou.
O equivoco aconteceu, pois o primeiro projeto estava com a data base indicativo de maio, porém, estava sem a assinatura do prefeito. Posteriormente o prefeito assinou, com a data base para o mês de janeiro.
O vereador Tom salientou, que os vereadores irão defender o retroativo para o mês de janeiro e que irão discutir com os professores a respeito do valor do percentual. ?Nunca deixou de dá o aumento retroativo a data base do mês de janeiro, por que está acontecendo tudo dessa vez, o que está acontecendo? Questionou o vereador. O que fica parecendo é que a APLB está baixando a cabeça para o governo de Humberto Leite, a gente não quer isso, estaremos do lado dos servidores da educação, da APLB, queremos ajudar?, ressaltou.
Essa é uma questão delicada, e tem gerado bastante discussão entre vereadores e APLB. O vereador Délcio Mascarenhas mencionou o seguinte, ?o que leva a APLB e um vereador chegar na sessão da Câmara na segunda ? feira (13), forçar a barra para que fosse aprovado um projeto sem assinatura em regime de urgência e mudando a sua data base de janeiro para maio. A Jucy me procurou na Câmara forçando a barra, pedindo para que fosse votado o projeto sem a assinatura do projeto e prejudicando a categoria. Será que toda categoria de professores estão sabendo disso?
O vereador acrescentou ainda, que os vereadores não têm o direito de mudar a data base dos servidores do município.
O vereador Uberdan Cardoso (PT) , ligou para o programa Levante a Voz desta quinta – feira (16), afim de esclarecer fatos que o vereador Délcio Mascarenhas (PP) havia falado sobre o mesmo. A principio, Uberdan solicitou que Léo Valente propicie um debate entre ele e Délcio Mascarenhas para abordar as questões abordadas por Délcio.
Uberdan foi categórico, ?eu quero dizer à categoria, o que o vereador Délcio está dizendo sobre mim é mentira, para mim quem mente não pode ter um outro adjetivo que qualifique ele, a não ser de mentiroso. Quem estava na sessão da segunda ? feira viu, que em nenhum momento eu disse que teria que ser votado o projeto sem a assinatura do prefeito. Isto consta em ata. Eu disse na Tribuna da Câmara que seria uma irresponsabilidade de qualquer vereador votar no projeto sem a assinatura do prefeito?, esclareceu.
Uberdan disse que o projeto chegou terça ? feira pela manhã, assinado pelo prefeito com retroativo de janeiro, e salientou que o prefeito enviou um oficio para Câmara dizendo que o projeto estava novamente equivocado. O vereador do PT explicou que houve um equivoco, pois o prefeito encaminhou novamente o projeto assinado, porém estava errado. ?Eu vou votar no projeto, para depois o professor não receber?!
O vereador Délcio que se encontrava no programa Levante a Voz, em resposta disse, ?eu estou afirmando que Vossa Excelência, afirmou, favorável a aprovação do piso da data base a partir de maio. O que não posso entender é como uma categoria muda, o que é que está por trás disso, que as pessoas estão mudando querendo prejudicar a classe dos professores? Será que os professores têm conhecimento disso? Ou são duas ou três pessoas que estão decidindo?? Questionou o vereador.
O vereador Antonio Nogueira, popular Tom, também opinou sobre a temática. Tom informou que no ano anterior foi aprovado um percentual de 12%, houve um reajuste da regência de classe de 28, 66% e o retroativo de janeiro. ?Estamos vendo um São João milionário, será que não pode pagar o retroativo de quatro meses a classe dos professores? O recurso é do FUNDEB, é verba própria da educação?, salientou.
Sobre esta questão polêmica do reajuste salarial dos professores, a Presidente da APLB de Santo Antonio de Jesus, Juscilane Barreto, esclareceu que o sindicato dos professores é anti- partidarista e frisou que ?O sindicato não é sensacionalista?!
?Nós defendemos a data base de janeiro que é lei, sempre foi assim, pago na administração anterior e deixamos claro na gestão atual. Fomos chamados na prefeitura, no final de abril, e a categoria foi informada através da administração que não poderia e que estavam com medo de pagar os 8% mais o retroativo e entrar no limite prudencial de 54%. Nós não aceitamos, argumentamos e foi muita discussão. Ficou em discussão como seria pago o retroativo?, explicou.
A presidente da APLB contou também, que a categoria foi convocada por João Gabriel na segunda – feira pela manhã, e foram informados que o projeto não iria para Câmara naquele dia, porque haveria uma Assembléia hoje (16). A mesma disse também, que o vereador Có comunicou, que o projeto não seria votado na sessão de segunda, seria apenas lido, pois havia dois impasses, primeiro que o projeto havia sido entregue naquele momento, e segundo que não estava assinado pelo prefeito. Devido a estes entraves, Juscilane Barreto esclareceu que ficou acordado entre a categoria e o Presidente da Câmara, que haveria uma sessão extraordinária para quarta ? feira (15) à noite, porém a sessão foi adiada e nenhum dos servidores foram comunicados.
Sydna Rodrigues



