
A Rússia e a China vetaram no Conselho de Segurança da ONU o projeto de resolução dos Estados Unidos sobre a Venezuela que propõe iniciar um processo político que levaria o país latino-americano a eleições presidenciais.
O texto dos EUA conseguiu o mínimo necessário de nove votos, forçando a Moscou e Pequim a usarem seu poder de veto. A África do Sul também votou contra o texto, enquanto Indonésia, Guiné Equatorial e Costa do Marfim se abstiveram.
“Hoje, os EUA tentam fazer uma revanche na plataforma do Conselho de Segurança. Será apresentado para votação um projeto de resolução sobre a Venezuela. Nele não há nada novo. É a mesma mistura de demagogia, acusações recorrentes e ultimato”, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, em entrevista coletiva, antes da votação. Por isso, a porta-voz acrescentou, “a Rússia não pode apoiar tal projeto”.
O projeto americano diz que o governo Maduro provocou um “colapso econômico”, que é necessário impedir uma deterioração maior da situação humanitária e pede a “entrada sem entraves de ajuda” humanitária.
Pede ainda celebração de “eleições livres, justas e confiáveis” na presença de observadores internacionais e descreve a última eleição de Maduro, em maio passado, como “nem livre, nem justa”.
Também pede para apoiar “a restauração pacífica da democracia e do Estado de direito” na Venezuela e solicita que o secretário-geral da ONU, António Guterres, negocie um acordo para celebrar novas eleições neste país.
Moscou apresentará uma resolução alternativa que, segundo a agência “Interfax”, defende que devem ser os próprios venezuelanos os que solucionem a crise em seu país por meio de um processo político pacífico baseado no Mecanismo de Montevidéu, que aposta no diálogo e na negociação e foi ativado com a intermediação de Uruguai, México e Comunidade do Caribe (Caricom).
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