Polícia prende suspeito de vender munição ao fornecedor dos assassinos do massacre em Suzano

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (6) um homem de 33 anos suspeito de vender munições ao acusado de revender a arma e os projéteis utilizados no ataque a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano.

Segundo a polícia, Márcio Germano Masson, conhecido como “Alemão”, foi detido enquanto a polícia cumpria um mandado de busca e apreensão na casa dele. Lá a equipe apreendeu armas e munições de diferentes calibres, uma espingarda de pressão, anabolizantes, um coldre, celular e dois pendrives.

Até o momento, a Polícia Civil prendeu quatro suspeitos envolvidos no crime, além do adolescente, que está apreendido desde 19 de março, suspeito de ser um dos mentores do massacre.

Segundo a polícia, o Márcio confessou ter vendido munições calibre 38 por R$ 200 a Cristiano Cárdias, suspeito de fornecer as munições aos assassinos.

O suspeito será autuado em flagrante pelo artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, que trata do porte ilegal de arma, assim como será indiciado nos autos principais da investigação do massacre de Suzano pela venda da munição.

Prisões

Desde o início das investigações do atentado à escola Raul Brasil, em 13 de março, além do menor apreendido e da prisão desta segunda-feira, outras quatro pessoas foram presas sob suspeita de negociar arma ou munição para os jovens utilizarem na ação.

Na quinta-feira (2), Geraldo Oliveira dos Santos, de 41 anos, foi preso em Suzano sob suspeita de vender a arma utilizada no crime. O negócio, de acordo com a polícia, foi intermediado pelo mecânico Cristiano Cardias de Souza, de 47 anos, preso no dia 10 de abril. Conhecido como Cabelo, ele também teria vendido as munições calibre 38 utilizadas no ataque.

Outros dois homens já tinham sido presos no dia 11 de abril por suspeita no envolvimento na venda da arma e de munição. Um deles foi solto por falta de provas. Já Adeilton Pereira dos Santos segue preso e também é suspeito de ter intermediado a venda da arma.

Adeilton dos Santos (esq.), Cristiano de Souza (centro) e Geraldo dos Santos respondem pela venda de arma e munições usadas no massacre — Foto: Reprodução/G1

Adeilton dos Santos (esq.), Cristiano de Souza (centro) e Geraldo dos Santos respondem pela venda de arma e munições usadas no massacre — Foto: Reprodução/G1

Na sexta-feira (3), a Justiça decidiu manter a internação do menor de 17 anos apontado como “mentor intelectual” do crime. Ele foi apreendido em 19 de março.

*G1