Secretário de Saúde do Estado, petista e médico de formação, Jorge Solla defende, em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o programa Mais Médico e os vetos da presidente Dilma Rousseff à chamada Lei do Ato Médico. De acordo com o titular da Sesab, a importação de profissionais do exterior não ameaçará os postos de trabalho já ocupados por brasileiros. “Pode parecer contraditório, mas hoje a falta de médicos é o maior limitador para a abertura de novos postos para enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e farmacêuticos”, contabilizou. Ele critica o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM) de que a diferença no idioma pode vir a prejudicar o atendimento à população. “Não adianta eu ter a mesma língua se eu não ouço o paciente, se eu não compartilho a mesma cultura. Eu posso falar a mesma língua, mas ter uma barreira cultural muito maior do que a diferença entre um português e um portunhol”, avaliou. Em relação ao ato médico, para Solla, os artigos barrados pela mandatária nacional se limitaram a não causar prejuízos a outros segmentos como psicologia, odontologia e nutrição, no que ele classifica como “áreas cinzentas” . “São áreas de interseção entre as profissões, que o projeto definia como exclusivas do profissional médico. […] Antes dos vetos, o ministro [Alexandre Padilha] chamou todas as entidades de todas as profissões de saúde em Brasília e propôs uma saída negociada. Infelizmente, a posição do Conselho Federal de Medicina e das entidades médicas foi de não se abrir para a negociação”, condenou. (BahiaNotícias) Nossa opinião: Verdade! Não adiantar falar a mesma língua e não querer ir para a zona rural. Às vezes a pessoa fala outra língua e vai fazer um esforço, vai falar e ser entendido. Eles estão dizendo que o povo vai sofrer com a qualidade dos médicos. O povão não tem tido médico nem ruim nem bom. Morre sem atendimento, pois médico formado no Brasil ou por questão salarial ou não, não quer ir não as regiões mais pobres. A verdade é essa. E o governo também não quer pagar um salário digno nem dar condições para os médicos. Que venham médicos de fora, mas que os daqui, tenham condições de trabalhar também.



