Entidades médicas reagem ao Mais Médicos e abandonam comissões do governo federal

Quatro entidades que representam os médicos se preparam para travar uma guerra contra o governo por causa do programa Mais Médicos, após decisões que eles classificam como ?autoritárias? e que atropelaram os debates com a classe. Elas anunciaram, nesta sexta-feira, que deixam de participar das comissões e grupos de trabalho do governo que fazem parte. Além disso, as entidades estão preparando ações judiciais questionando o Mais Médicos.

A Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) justificam que decidiram sair dos grupos após o governo agir de forma ?unilateral e autoritária?. Eles afirmam que suas propostas foram tratadas com indiferença nos conselhos e grupos.

 Opinião de ouvintes

Um ouvinte identificado pelo prenome de Valdir comentou que os gastos para a formatura de um médico é alta, porém disse também  que os médicos desta região de Santo Antônio de Jesus não tem motivos para reclamar porque não há atendimento pelo SUS , e por isso, cobram valores altos nas consultas. ?Pagamos R$150,00 OU R$200, 00 por 15 minutos de atendimento. O que os médicos tem para reclamar? Sei sim que o SUS paga pouco, mas aqui em Santo Antônio de Jesus nem atende. Nestas clínicas daqui, se tiver dinheiro é atendido, se não tiver, morre?, elucidou.

 Josiel Barreto comentou que o país necessita das duas coisas, pois em muitos lugares não há médicos especialistas, no entanto, é necessário também melhorar  a qualidade estrutural dos postos de saúde e hospitais. ?Nós que participamos de lutas, quando vamos conversar com os gestores, eles comentam sobre a falta de médicos, pois alguns não querem trabalhar em determinada área?, pontuou.