Manchas de óleo chegam a mais de 1 mil pontos do litoral do Nordeste e estados do Sudeste

Mais de 1 mil localidades do litoral do Nordeste e dos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro foram atingidas por manchas de óleo desde o primeiro avistamento, em 30 de agosto de 2019. De acordo com o mais recente balanço do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), com dados até terça-feira (21), 1.004 pontos do país já tiveram registros da poluição.

De todas as praias identificadas pelo Ibama desde o final de agosto, 570 estão limpas e 434 localidades ainda seguem com vestígios esparsos de contaminação. Quase cinco meses após os primeiros indícios do maior desastre ambiental do litoral do país, a origem das manchas segue sendo um mistério.

De acordo com a Marinha, há três principais linhas de investigação: afundamentos recentes ou antigos de navios; derramamento intencional ou acidental; e descarte irregular de tambores de óleo.

Desde que as manchas surgiram, diversas hipóteses foram levantadas e até uma operação da Polícia Federal foi deflagrada em buscas de evidências sobre a origem do derramamento de óleo. Em novembro do ano passado, uma operação da PF levantou suspeitas de que um navio grego estaria relacionado com a contaminação do litoral brasileiro. Em outubro, a Marinha do Brasil disse ter notificado 30 navios-tanque de 10 diferentes bandeiras a prestarem esclarecimentos na investigação sobre a origem do óleo. Ao menos cinco navios gregos foram notificados oficialmente pela instituição, mas apenas três carregavam petróleo venezuelano, do mesmo tipo encontrado na costa brasileira.