“Se a greve acontecer, a culpa é do governo”, fala representante da APLB em Santo Antônio de Jesus

A APLB-Sindicato se reuniu na última quarta-feira (04) com Trabalhadores em Educação da Rede Estadual da Bahia com o objetivo de discutir a pauta de reivindicações enviada pela categoria ao governador Rui Costa e decidiram manter o indicativo de greve. Na pauta ficou aprovada a agenda de luta para o mês de março.

Segundo a professora Jucilane Barreto, ao Blog do Valente, o indicativo de greve foi mantido e acrescentou que a proposta apresentada pelo governo de foi rejeitada, “o reajuste foi de R$ 300 em três parcelas anuais além de reduzir o GEAP para 30%. A única proposta que aceitamos é um piso salarial de 12% e não menos que isso”, disse.

Barreto acrescentou ainda que, no final de março uma assembleia será anunciada onde se decidirá a paralisação por tempo indeterminado da categoria, “pode acontecer uma greve a qualquer momento, depende da sensibilidade do governo. É um desrespeito do governador não só com os professores, profissionais de ensino como com a população. Conclamamos a sociedade para que nos apoie e se houver uma greve a culpa é do governo”, ressaltou.

Por conta das frequentes paralisações, desde o início das negociações com o governo sobre as garantias de benefícios e reajuste salarial, o soldo dos profissionais foram cortados. A APLB exige do governo a devolução imediata do dinheiro descontado referente aos dias 18 e 19 de fevereiro garantindo a reposição das aulas aos sábados, “os dias de reposição já foram propostos, serão dois sábados 21 e 28 de março”, garantiu. Nesta sexta (06) o sindicato recebeu um ofício, da Secretaria de Educação, garantindo a devolução dos valores em folha de adiantamento no dia 11 de março.

Jucilane acrescentou ainda que técnicos administrativos e outros profissionais da rede de ensino recebem menos que um salário mínimo, “este é um dos pontos tratados no acordo. É vergonhoso um profissional receber em seu contracheque abaixo do mínimo”, pontuou.

No dia 8 de março, domingo, a APLB participará de uma manifestação em apoio a causa das mulheres contra as políticas que amplificam a desigualdade de gênero. Em Salvador, terá caminhada do Cristo até o Farol da Barra, a partir das 9h.

A Greve Nacional da Educação e dos servidores públicos está marcada para dia 18 de março onde a APLB mostrará a comunidade o descaso dos governantes em relação a nossa Educação.