A aposta no Remdesivir, antiviral com ótimos resultados contra a Covid-19

Lá no outro mundo em que vivíamos, em fevereiro, quando a Covid-19 começava a se espalhar, ainda silenciosa e sorrateiramente, o consultor sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS), o canadense Bruce Aylward, alocado na China, mal foi escutado ao chamar atenção para um composto químico desenvolvido em um laboratório da farmacêutica Gilead, em Foster City, na Califórnia, ao sul de São Francisco.

“Há apenas uma droga com real eficácia contra a Covid-19”, disse Aylward. “É o remdesivir.” Criado em laboratório há exatos oito anos, o primeiro estudo foi publicado na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters em 15 de abril de 2012, o antiviral foi aplicado em dois outros momentos. Inicialmente, nas pesquisas em torno de um possível tratamento do surto de Mers, a síndrome respiratória por coronavírus, identificada na Arábia Saudita, naquele mesmo ano do primeiro registro científico do medicamento.

E, depois, como terapia em casos africanos de ebola, na Guiné, Serra Leoa e Libéria, entre 2013 e 2016. Nos episódios da Mers, verificou-se em laboratório uma freada na multiplicação do vírus. Com o ebola, houve testes em humanos, mas os resultados foram decepcionantes.

Fonte: Veja