Moradores do Conjunto Habitacional Zilda Arns (Minha Casa Minha Vida)em Santo Antônio de Jesus reclamaram do valor que estão pagando pelas casas. Eles disseram que quando receberam as casas, todos foram informados que pagariam R$50,00, porém houve uma progressão para R$70,00. A senhora Márcia de Jesus Andrade ainda comentou que o valor pago pelos beneficiados na 2ª etapa do projeto é bem menor e as casas entregues são mais confortáveis. ?Eles pagam R$25,00 e eu pago R$70,00?, reclamou.
Além deste problema, dona Maria Conceição, 71 anos, mostrou-se insatisfeita com o critério de seleção para escolha dos beneficiados para o projeto. Segundo ela, sua filha mora em um local com uma péssima infraestrutura no Bairro Rádio Clube e nunca foi contemplada pelo programa. ?Eu quero uma solução porque se aquela casa cair em cima de minha filha e meus netos, quem perderá sou eu?, desabafou. Ela ainda disse já ter ido na Secretaria de Ação Social e na Caixa Econômica, porém não houve solução para o problema.
Já Joseane Souza Silva disse ter uma tia deficiente, porém não foi contemplada com uma casa adaptada. Ela contou que já procurou um advogado porque sua tia já caiu até da escada. A cidadã ainda relatou que os representantes da Secretaria de Assistência Social na época ( Dalva e Serginho) alegou que não tinha conhecimento da deficiência da beneficiada. Apóa ouvir reclamação dos moradores, Serginho entrou em contato com a rádio Andaiá FM para prestar alguns esclarecimentos. ?Todo e qualquer projeto do Programa Minha Casa Minha Vida só 3% das unidades são construídas para deficientes e idosos. E se ultrapassar o número de pessoas com essas necessidades, podem receber uma das casas que não foram arquitetadas especificamente para esses casos?, explicou. Ele ainda disse que a tia de Joseane concorreu igual por igual depois que ultrapassou as cotas dos 3%.


