O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia vai investigar as condições de trabalho dos empregados da Internacional Marítima, concessionária que opera o sistema ferry boat. A solicitação de apuração foi feita nesta quinta-feira (23) pelo Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais, através do presidente da entidade, Paulo Cezar Lindote Santana.
O pedido foi feito após declarações do secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar, de que teria havido ?sabotagem? no ferry boat Pinheiro ? que ficou à deriva na última segunda-feira (20). Santana afirmou que o caso exige apuração e que ?o sindicato está cumprindo o seu papel de provocar os órgãos competentes para que essas apurações sejam feitas?. O caso foi entregue ao procurador-chefe do MPT-BA, Alberto Balazeiro, que explicou que tudo o que foi apontado sobre segurança e falta de manutenção das embarcações, além de questões como jornada de trabalho, serão objeto do inquérito. ?Estamos instaurando hoje mesmo um inquérito para apurar tudo o que se refere ao meio ambiente de trabalho no sistema ferry-boat, onde o MPT já vem atuando, inclusive com uma ação civil pública julgada procedente e que teve a TWB, antiga concessionária do serviço, condenada a promover uma série de melhorias?, explicou Balazeiro.
Na ação contra a TWB ficaram comprovadas diversas irregularidades que levavam a riscos de acidentes e doenças ocupacionais. Apesar de condenada, a empresa permaneceu sem cumprir a sentença, o que abriu necessidade de uma ação de execução. ?Estamos avaliando a situação para decidir se é um caso de sucessão, já que as embarcações e todo o sistema foram herdados pela Internacional Marítima?, explicou o procurador Luís Antônio Barbosa da Silva, autor da ação. (Bahia Notícias)


