Ex-funcionários da DalPonte receberão direitos trabalhistas no prazo de 5 meses, sinaliza vereador

Depois que decretou estado de falência, a fábrica de calçados DalPonte demitiu cerca de 700 funcionários. Com o fechamento, a empresa deixou de pagar salários atrasados, FGTS e seguro desemprego.

Joanilton Santiago, ex-funcionário da DalPonte, entrou em contato com a rádio Recôncavo FM para informar que além dele, mais 772 pessoas estão sem receber seus direitos trabalhistas. ?São salários atrasados, sesta básica, férias vencidas e rescisões. Só a minha dívida chega a R$ 6.253,00. Já temos um ano de falência e até agora não recebemos nada?.

De acordo o advogado trabalhista Dr. Josemar Brito, empregados de qualquer empresa, quando decretada falência, tem privilégios sobre as demais dívidas. ?Pela Lei de falência, o crédito trabalhista é privilegiado, primeiro se paga os trabalhadores e depois os credores, se sobrar dinheiro. Por isso, os ex-funcionários da DalPonte estão em vantagem?.

O vereador Cristiano Sena, sinalizou que após abrir falência, a empresa denominou Marcos Mendonça como administrador da ?massa falida?. ?Esse administrador foi ao Rio Grande do Sul, para encarregar-se das vendas de alguns imóveis e ao voltar me informou que entre quatro e cinco meses todos os trabalhadores receberão todo o valor em atraso?.