Há muito tempo as carroças com tração animal não são vistas circulando no centro de Santo Antônio de Jesus. Este tipo de transporte desperta a nostalgia de um outro momento, quando a quantidade de veiculos circulando no trânsito da capital do recôncavo era bem menor. Há até duas décadas atrás pelo menos trinta carroceiros ganhavam a vida em Santo Antônio de Jesus transportando mercadorias.O carroceiro Rodrigues Divino já está na atividade há mais 12 anos. Ficou como testemunha da história e um dos poucos remanescentes de uma era que práticamente acabou. Trabalhando com exclusividade para um comerciante do centro da cidade, ele procura horários em que o movimento está menor para passar com o animal. ” Tem motorista que espera eu passar, então eu passo e agradeço”, contou ele.A dúvida de alguns curiosos é quanto à regulamentação do veículo conforme as regras nacionais de trânsito. Pelo que se sabe, carroceiro não porta carteira de habilitação e carroça não tem placa nem documento. ” Carteira de carroceiro é a consciência da gente. Tem que ter cuidado”, comenta Rodrigues.


