“Falam inverdades por interesse políticos”, diz advogado sobre falsas datas para pagamentos de funcionários da DalPonte

Mais de 700 pessoas foram demitidas da empresa do ramo de calçados, DalPonte, em Santo Antônio de Jesus e ainda não receberam seus direitos trabalhistas, pois a empresa decretou falência.  Josemar Brito, advogado trabalhista, em, entrevista a rádio Andaiá FM, fez um breve retrospecto de todas as decisões que ficaram acordadas, desde o decreto de falência.  

A partir da venda de bens e imóveis pertencentes à empresa, toda a dívida com funcionários será preferencialmente ressarcida, antes de qualquer outro credor. ?Esse é um processo cheio de burocracias e por isso demoram. É um trabalho diário de análise?, disse.

Atualmente, publicou-se o edital para venda de bens da fábrica. Santo Antônio de Jesus dispõe de maquinários, que já estão em fase de recebimento de propostas. Josemar salientou que a partir do dia 15 de abril a juíza da Vara de Falência deverá abrir as propostas, visando vende-los por um preço maior. Os móveis da região Sul do país também deverão entrar no mesmo processo, para que sejam pagos as despesas com credores de outras regiões.

Em fevereiro, o vereador Cristiano Sena, após a fala de um funcionário, entrou em contato com a rádio, para afirmar que o pagamento seria efetuado até o mês de julho. ?Esse administrador foi ao Rio Grande do Sul, para encarregar-se das vendas de alguns imóveis e ao voltar me informou que entre quatro e cinco meses todos os trabalhadores receberão todo o valor em atraso?, garantiu Cristiano.

Josemar Brito, citou a afirmativa, ressaltando que pessoas interessadas em se promover politicamente vêm utilizando-se da situação e divulgando informações que não tem nenhuma ligação com a realidade. ?Eles criam um falso clima de expectativa nos funcionários, que na maioria, ainda permanecem desempregados. Criam uma ansiedade que não poderá ser amenizada ainda?.

O advogado explicou que o processo para venda dos bens está em andamento, mas não se pode afirmar uma data para pagamento de funcionários. ?Pode ser seis meses, um ano ou mais. Estamos trabalhando para acelerar o processo. Mas, o que não nos ajuda, são esses boatos de rua. Não estou preocupado com assembleias e nem boatos, estou preocupado com o processo?, disse.