Conhecida pela atuação como corregedora Nacional de Justiça, quando teve atuação marcante, denunciando desmandos do judiciário, o que foi determinante para atiçar a cobiça de diversos partidos políticos, incluindo o PSB, onde se abrigou para disputar a eleição, a pré-candidata ao senado Eliana Calmon não esconde de ninguém que sua preferência é a Rede Sustentabilidade, partido que não atingiu número suficiente de assinatura para ser registrado no TSE e que tem em Marina Silva sua grande mentora.
Durante entrevista cedida ao programa Levante a Voz, da rádio Andaiá FM, Eliana Calmon, falou, dentre outros assuntos, sobre sua popularidade para as eleições de 2014. De acordo com ela, o fato de estar competido com opositores de nomes conhecidos, só faz o processo eleitoral enriquecer-se ainda mais. ?Não tenho dúvidas da dificuldade, justamente pelo fato de não ser tão conhecida pelas populações mais distantes, como o interior. Mas, pretendo enfrentar da forma como eu puder?, afirmou.
Segurança pública:
Para Eliana Calmon, esse é um dos principais temas a ser discutido e reforçado em todo o país. ?Tenho participado de reuniões para debater o tema, uma vez que faço parte do Comitê da ONU, que está mapeando as causas da insegurança pública na América Latina e isso tem me deixado muito preocupada com a atual situação de violência no Estado da Bahia?, comentou.
A pré-candidata ressaltou ainda que em um levantamento recente, de 20 cidades eleitas como mais violentas, sete delas são na Bahia. ?O Governo Federal não intervém energicamente nesses casos, pois para isso necessita mexer em coisas que politicamente causará alguns problemas. Isso precisa ser corrigido através do Senado Federal?, salientou.
Educação:
Eliana atribui à falta de educação completa ao aumento no índice de violência. A proposta reforçada por ela salienta a importância de manter o aluno na escola por tempo integral.
Base aliada em Santo Antônio de Jesus e em cidades do interior:
Questionada sobre o apoio político angariado no interior do Estado, Eliana Calmon, ressalta que mesmo tendo ficado em último lugar na recente pesquisa realizada pelo IBOPE, os números foram positivos quando pensados pela ressalva da falta de popularidade. ?Venho de um partido político pequeno, que possui poucas bases no interior, mas mesmo assim, consegui obter 5%, ao passo que meu opositor, que tem uma vida política amplamente divulgada, obteve 11%. Para a primeira pesquisa, permaneço com ânimo para dar continuidade a minha carreira política?, disse.
Para Eliana, existe uma corrente que faz parte de grandes alianças política, que podem promover e autopromover-se. Ao passo disso, outro grupo político, busca fazer uma política diferenciada, onde a base não seja o prefeito de uma cidade e sim as forças vivas presentes na sociedade. ?O prefeito de uma cidade atualmente é um refém do governador. Quem não pertence a base do Governo, simplesmente não recebe verba. Para o bem do município, eles acabam se aliando para não ficar em uma situação tão vexatória?, expos.


