Saúde: Diretor de Assistência Farmacêutica do Estado esteve em Santo Antonio de Jesus para verificar e tentar solucionar a falta de medicamentos

O diretor de Assistência Farmacêutica do Estado Lucas Duarte, esteve visitando Santo Antonio de Jesus para verificar as denúncias de falta de medicamentos, em entrevista ele contou mais detalhes sobre essa força tarefa montada para tentar solucionar essa carência do estado. ?A vinda aqui na região foi para verificar com os municípios que compõe a macro região de Santo Antonio de Jesus, quais são os medicamentos que possuem uma urgência maior e tentar solucionar junto com os municípios essa falta de medicamentos?, disse.

Questionado sobre como esse problema será solucionado, o diretor contou sobre as etapas que visam sanar essa situação.  ?Primeiramente identificar quais são os itens prioritários, possivelmente aquelas itens com doenças prevalentes, como hipertensão, diabetes, saúde mental, são as doenças mais prioritárias que acometem boa parte da população, então nosso foco será esse, verificar junto com o município a demanda que eles possuem e a dificuldade que estão tendo para tentar auxiliar e solucionar esse problema?, contou.

Já sobre a queixa constante da falta de medicamentos para glicemia e o meprazol em Santo Antonio de Jesus, Lucas disse que já tem conhecimento disso e explicou o que aconteceu e como está sendo solucionada esta questão. ?O meprazol foi uma falta nacional, no ano passado um dos laboratórios que produziam o medicamento pegou fogo; então a oferta desse produto reduziu bastante e isso foi sentido no Brasil todo. Prontamente buscamos tentar solucionar e auxiliar os municípios, apesar de não estar na lista dos prioritários, o estado fez uma aquisição desse medicamento que em breve a gente vai disponibilizar para os municípios. O fornecimento de medicamento é gradual na verdade, os medicamentos estão disponíveis, já quanto à fita de glicemia para medir a glicose, a gente teve um problema durante dois anos e conseguimos solucionar agora, inclusive essas fitas já estão sendo distribuído de forma gradativa para os municípios, lembrando que o estado da Bahia é muito grande, então o fornecimento e a restabelecimento da regularidade deste medicamento acontece de forma gradual?, explicou.

Sobre a força tarefa, Lucas afirmou que a ação pretende contempla todo o estado, não apenas o Recôncavo Baiano, que segundo ele foi priorizado para poder sanar esse problema, por ser uma região muito grande e ter uma densidade demográfica muito grande. Mas a solução será a nível estadual em forma de visitas. ?Essas visitas serão feitas de forma sistemática a cada região do estado para tentar identificar e entender, porque muitas vezes a falta do medicamento pode ser questão de ajuste entre o estado e o município, já que o recurso, ou seja, a responsabilidade desses medicamentos do fornecimento é de responsabilidade dos três entes: União, Estado e Município, então temos que identificar qual etapa está ocorrendo a falha para poder deferir e solucionar?.

Lucas destacou ainda o papel da 4º DIRES nesse processo no sentido de repassar para o estado as demandas locais. ?A 4ª DIRES entra com o papel de captar essa demanda, ser um braço do estado para ouvir a população através dos municípios, ela funciona como uma extensão do estado para poder estar mais próximo e tentar solucionar e repassar em qualquer época do ano?.

O diretor comentou ainda sobre os próximos passos que serão dados em relação a este problema. ?O próximo passo é se reunir com os municípios e com a equipe técnica e identificar quais são os principais medicamentos que a população está necessitando e a partir disso traçar uma estratégia de resolução a curto prazo; que na verdade já foi dada a prioridade para alguns medicamentos que são básicos e a nossa expectativa é que nos próximos 30 dias boa parte desses medicamentos já estejam regularizados?,prometeu.

Outro detalhe importante neste processo é a participação popular, segundo Lucas, o paciente que notar a falta de algum medicamento nos postos médicos da cidade, deve entrar em contato com a ouvidoria local, assim através dela a equipe do município entra em contato com o estado para tentar verificar, auxiliar e solucionar  essa falta de medicamentos.