Shirley foi dada como foragida após o delegado responsável pelas investigações da morte de Léo não a encontrar em seu domicílio.

Em entrevista ao Blog do Valente, o advogado de Shirley Figueiredo, viúva de Léo Troesch da Pousada, Dr. Cléber Andrade falou a respeito da situação da empresária. Shirley foi tida como foragida após o delegado responsável pelas investigações da morte de Léo não a encontrar em seu domicilio.
Shirley cumpre pena em custódia domiciliar.
Ao Programa do Valente, Dr. Cleber explicou que Shirley não havia se ausentado de seu domicilio judicial, como afirmou o delegado ao revogar a sua liberdade.
“O delegado não a encontrou no estabelecimento naquele momento nem procurou saber onde ela estava”, disse.
Ainda de acordo o advogado, desconhecendo o paradeiro de sua cliente, o delegado comunicou, de forma equivocada, ao Juiz, que entendeu que a sua ausência era um cometimento de uma falta grave, regredindo cautelarmente para o regime fechado.
“Shirley em momento algum teve a intensão, ou sequer evadiu de local comprometido com o juízo de execução”, acrescenta.
Para o advogado Cléber Andrade, o delegado Rafael Magalhães cometeu equívocos ao pedir a prisão de Shirley e a trata-la como foragida de um crime em que sequer é apontada como suspeita.
“Ela não foi comunicada que não poderia se ausentar e nem cometeu nenhum deleito para que não pudesse sair do local. Shirley não descumpriu nenhum dos termos de compromisso assumido na Vara de Execuções Penais para cumprir a pena em regime domiciliar. Não houve descumprimento das regras nem cometimento de qualquer delito na cidade onde ela está”, arguiu.
O Delegado Rafael Magalhães apontou que houve adulteração do local da morte do empresário e que o cofre havia sido esvaziado. O delegado enfatizou que houve uso de luvas, já não se pode identificar marcas ou impressões.
A este respeito Dr. Cléber disse que o local já havia sido periciado e que Shirley só esteve lá após autorização policial. Em relação ao cofre, o advogado ressaltou que tudo que estava dentro foi entregue a mãe do empresário.
“Houve a autorização expressa de um policial para que fosse adentrado ao quarto. Tudo que foi mexido no local pertencia a Shirley. O cofre, na falta de seu companheiro, como proprietária da pousada, ela teria o direito de abrir e todos os objetos que estavam dentro do cofre foi entregue a mãe do Léo. Então não houve violação”, aponta.




