
Hospital suspende atendimentos e procedimentos do urologista denunciado por assédio por uma mulher em Salvador.
Segundo o G1, a mulher denunciou o médico urologista que atendia no Hospital São Rafael.
De acordo com a denúncia, a mulher é paciente de uma ginecologista filha do suspeito.
Após fazer uma cirurgia para o tratamento de endometriose, a médica recomendou que a paciente procurasse o urologista porque a doença pode afetar a bexiga e o intestino.
Ainda conforme a vítima, após a primeira consulta com o urologista, ele deu a ela o contato dele. Ela entrou em contato com o médico dias depois por conta de uma infecção urinária.
No retorno ao médico, a mulher relatou que o assédio aconteceu. Conforme o boletim de ocorrência, a paciente disse que o médico a mandou tirar toda a roupa, colocar um avental e depois se deitar na maca.
Segundo a ocorrência, a partir daí o médico teria começado a “importunação de cunho sexual”.
O documento detalha que o médico acariciou a vagina e os seios da paciente, e manipulou o clitóris dela “como se a estivesse masturbando”.
Além disso, ele também teria introduzido um dedo na vagina dela. Esses toques teriam acontecido por cerca de 15 minutos.
Na troca de mensagens com o urologista, a paciente confrontou o médico e disse que se sentiu assediada.
Ela também questionou a ele a necessidade da manipulação dos seios, já que ela estava com diagnóstico de cistite – um quadro de infecção na bexiga.
Na mesma conversa, ele disse “não se recordar destes detalhes”.
O médico respondeu que “não conseguiu dormir” porque ficou “preocupado” com a situação, e que percebeu uma retração na mama dela. A paciente então segue questionando a ele sobre comentários após os toques.
Assim como no boletim de ocorrência, na mensagem ela faz os mesmos relatos: de que o urologista teria comentado sobre a lubrificação dela, e que ela tem um “axé”, uma “luz”.
No documento policial, a paciente também narra que o médico tentou beijá-la na boca, e ela virou o rosto.
Depois do desvio, ele teria dito ainda que daria alta médica à paciente, porque gostaria de se relacionar com ela.
De volta à troca de mensagens, a mulher afirmou que se sentiu prejudicada com as ações e o urologista respondeu que não se recordava e “que não fez nada com intenção de ser desrespeitoso”.
A unidade hospitalar afirmou que encaminhou o caso para apuração pela Comissão de Ética Médica da instituição.
Em nota, o hospital disse que não compactua e repudia veementemente as práticas denunciadas. A unidade ainda se solidarizou com a paciente.
Com o inquérito aberto, a Polícia Civil informou que os envolvidos serão ouvidos e as provas serão coletadas.




