Professores de universidades estaduais da Bahia paralisam por 24h para debater reajuste salarial e ensino superior público

Professores das quatro universidades estaduais da Bahia deram início a uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira (16), com o objetivo de discutir questões relacionadas a reajustes salariais e desafios enfrentados pelo ensino superior público.

A paralisação afeta as universidades do Estado da Bahia (Uneb), de Feira de Santana (Uefs), do Sudoeste da Bahia (Uesb) e de Santa Cruz (Uesc). A categoria argumenta que há oito anos sofrem com perdas salariais e afirmam que há uma desvalorização do corpo docente.

A campanha “Reajuste Já” teve início há dois anos. De acordo com cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve uma corrosão salarial de mais da metade do salário dos professores, totalizando 53,3%.

O Governo do Estado propôs um reajuste linear de apenas 4% para todo o serviço público. Nessa proposta, os professores do ensino superior teriam um acréscimo de 2,53%, resultando em um reajuste que varia de 6,53% a 9,32% – devido à correção do erro no último reajuste escalonado de 2022.

A categoria reclama que esse reajuste está muito abaixo das perdas salariais e que não foi resultado de negociação com os professores. Além disso, afirmam que mesmo com esse reajuste, os profissionais em início de carreira recebem salários abaixo do estabelecido pela Lei Nacional do Piso do Magistério do Ensino Básico.

O debate sobre essas pautas, intitulado “Papel das Universidades Estaduais no Contexto do Desenvolvimento Regional: desafios e perspectivas”, está sendo realizado no auditório Jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador.