
A Polícia Civil informou que a paciente gestante acusada de proferir ofensas homofóbicas contra um médico no Hospital da Mulher, em Feira de Santana, será intimada a prestar esclarecimentos na 2ª Delegacia Territorial (DT), onde o caso foi registrado.
A ocorrência, enquadrada como homofobia, está sendo investigada pela Polícia desde o momento em que a denúncia foi feita, no domingo (4). Após uma consulta médica, a mulher teria proferido no corredor do hospital a declaração ofensiva de que “não gostava de ser atendida por viado”. O profissional que estava realizando o atendimento ouviu a ofensa e tentou conversar com a paciente, que reafirmou seu comentário. O médico, então, deixou seu plantão e registrou a denúncia.
O advogado da paciente, Armênio Seixas Júnior, afirmou em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Blog do Valente que sua cliente, que teria ido ao hospital para dar à luz, foi maltratada pelo médico Phelipe Balbi Martins.
“Nós fomos constituídos pela família da paciente justamente para contrapor aquilo que foi dito pelo médico e pelo corpo hospitalar. Ela reclamou do atendimento que foi dispensado a ela na noite de domingo, porque ela já estava no momento do parto e ela foi maltratada pelo médico. O que ela informou é que não gostava de ser atendida por esse tipo de pessoa, não se referindo à opção sexual, e sim pelo tratamento dispensado pelo médico, devido ao mau tratamento, ou seja, o tipo de pessoa que trata mal no exercício da profissão”, afirmou o advogado.
Repercussão
Segundo informações da Prefeitura de Feira de Santana, a paciente envolvida no incidente foi internada na unidade hospitalar e está recebendo os cuidados clínicos necessários. Ao mesmo tempo, a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), Gilberte Lucas, afirmou que medidas administrativas estão sendo tomadas para lidar com a situação.
“Estamos tendo todo o cuidado com essa situação, mas todas as medidas estão sendo adotadas a nível administrativo, e a paciente terá 10 dias para responder. Ela segue internada, sob os nossos cuidados, até que se sinta apta a falar do assunto. Mas, de forma alguma, será pressionada a falar”, explicou.
“O Hospital da Mulher reitera seu apoio ao doutor Phelipe Balbi e se coloca à disposição para prestar todo o suporte necessário nesse momento delicado. A instituição continuará a investir em ações que promovam a diversidade, a igualdade e o respeito, reafirmando seu compromisso com a saúde e o bem-estar de todos”, reforçou.
Embora não tenham sido especificadas quais são essas medidas administrativas, é provável que a FHFS esteja conduzindo uma investigação interna para apurar os fatos e tomar as devidas providências. Essas medidas podem incluir procedimentos disciplinares ou ações corretivas, de acordo com as políticas e regulamentos internos da instituição.


