A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, tem matado mais brasileiros hoje do que há uma década. Em dez anos, quase 300 mil pessoas perderam a vida para a doença, que embora seja uma doença crônica, tem tratamento. O Programa do Valente desta terça-feira (27), conversou com o médico cardiologista Marcos Cerqueira, especialista no assunto.
“A pressão alta é caracterizada por níveis a cima de 14/9 (140/90 mmHg) de pressão arterial em diversos momentos. A gente sabe que é uma doença que acomete todos os órgãos do nosso corpo, como coração, rins, olhos extremidades, membros e pode trazer sérios riscos para nossa saúde, inclusive a hipertensão é uma das principais causa de mortalidade no Brasil e no mundo”, explicou.
A hipertensão arterial é uma doença que tem como característica os níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. A pressão alta faz com que o coração se esforce mais do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.
“A maioria das pessoas não reconhece a hipertensão arterial através de sintomas e sim quando fazem aferição e, alguns momentos de doença, visita de médicos. Diferente do que todo mundo pensa que ela pode dar dor de cabeça, que ela anuncia através de com uma tontura isso não é verdade. A imensa maioria dos casos de hipertensão não trazem nenhum sintoma”
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Quem recebe o diagnóstico da doença precisa controlar os níveis de pressão e não necessariamente terá que tomar remédio para o resto da vida. Em muitos casos, adotar hábitos saudáveis costuma ser bem eficiente.
“A hipertensão é uma doença cronica, não tem cura, tem controle. Em alguns casos nós mantemos o tratamento da pressão com medidas não farmacológicas, com ausência da medicação, mas adoção de hábitos saudáveis”, esclareceu o médico.
Uma pesquisa feita pelo G1 apontou que em 2011, foram 23.233 mortes por hipertensão. Em 2021, esse número subiu para 39.964, o que representa um aumento de 72%.
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Para o Dr. Marcos Cerqueira a colaboração dos pacientes e a confiança no tratamento fazem toda diferença para o controle da doença. “O segredo é controle, é o paciente assumir a rédea do cuidado, que ele precisa do acompanhamento e que trem na equipe médica um aliado no tratamento”.
Ouça a fala completa do Dr. Marcos Cerqueira a partir do minuto 7:00: